EDITOR : ALEXANDRE FRANÇA
COLABORDORES : ANDRÉ REIS E BETH SHIMARU
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

"RANKING DOS POLÍTICOS"

por Aline Cintra


Falar sobre a Carga Tributária do Brasil é deprimente como bem disse meu amigo Alexandre França, a expectativa de uma melhora profunda e significativa é demorada, somos saqueados diariamente pelo governo através de tantos impostos. Seria preciso desconstruir o modelo atual e começar do zero. Infelizmente não há nada de novo para ser dito, mas algo sempre pode ser feito para melhorar, entretanto isso requer persistência e união. Recebi esse vídeo e achei que seria só mais uma reclamação de algum internauta revoltado, mas acabei percebendo que o “Ranking dos Políticos” pode sim, ser mais que um link a ser curtido na Rede Social, todavia se quisermos podemos usá-lo com responsabilidade para começar a mudar este cenário de tristeza perante a impotência de sermos obrigados a destinar a maior parte da nossa renda para um governo que não oferece uma contrapartida justa a população; para um cenário de esperança onde os princípios tributários (neutralidade, equidade, eficiência e capacidade de pagamento) sejam alcançados nas cobranças em um futuro mais próximo.

Segue o vídeo:


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

"CUIDADO COM AS LIQUIDAÇÕES"

por Aline Cintra


Começo de ano, tempo de liquidações. Algumas pessoas esperam ansiosamente por esta época de “oportunidades imperdíveis”. Lojas físicas e virtuais começam uma temporada de liquidações pelo país com o objetivo de “desovar” o estoque que sobrou do Natal e alavancar as vendas até fevereiro, período tradicionalmente fraco para o setor. A promessa é de descontos de até 70%. Praticamente uma Black Friday em janeiro. Mas será que vale a pena comprar? Pode ser que sim. Pode ser que não.

Vai depender da sua necessidade e se os preços estão realmente uma pechincha. Até porque – não custa lembrar outra vez – os primeiros meses do ano vêm com uma tonelada de gastos extras: IPTU, IPVA, material escolar, rescaldo do Natal. Sem falar nas férias, para quem sai de férias no primeiro mês do ano.

Para realmente fazer um bom negócio é bom tomar alguns cuidados. Confira algumas dicas:
  • Antes de comprar, verifique se as ofertas por meio de folhetos publicitários, encartes, entre outros. Assim, é possível definir previamente que itens precisa adquirir e seus preços, evitando a compra por impulso;
  • Evite fazer as compras de forma apressada. Não deixe de verificar o estado do produto, seu funcionamento e se o conteúdo confere com os dados apontados na embalagem;
  • Se o produto apresentar algum problema que o torne impróprio para o consumo, o fornecedor tem 30 dias para resolver a pendência. Se não resolver, você tem o direito de exigir a troca da mercadoria por outra igual ou a devolução das quantias pagas com correção monetária. Pode, ainda, requerer um abatimento do preço;
  • Nos pagamentos feitos com cartão de crédito, o preço deve ser igual àquele cobrado à vista ou em cheque;
  • Todo produto durável (móveis, roupas, eletrodomésticos, eletroeletrônico, entre outros) possui garantia legal de 90 dias. Se o fabricante conceder garantia contratual, o produto adquirido deve ser acompanhado de um certificado de garantia.
O Procon sempre sugere que o consumidor evite a pressa e verifique o funcionamento do produto e se o conteúdo confere com os dados apontados na embalagem. Caso o produto tenha o que se chama de vício, ou seja, um defeito que inviabiliza o seu uso, então há direito de trocá-lo, mesmo que a compra tenha sido feita em liquidação.

O prazo para reclamar é de até 90 dias úteis para bens duráveis, e até 30 dias para bens não-duráveis. A loja tem 30 dias para fazer a troca. Se a compra tiver sido feita pela Internet, você tem o direito de desistir em até 7 dias, mesmo no caso de ofertas.

Comprar é sempre satisfatório, melhor ainda se for com planejamento financeiro.



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

"Cuidados com as finanças no Final do Ano"

por Aline Cintra


Ele (13º Salário) realmente pode vir para salvar o ano, porém se alguns cuidados não forem tomados, o problema do endividamento e do controle das finanças estará longe de ser resolvido. A virada do ano é um momento crítico para a vida financeira da maioria das pessoas. Os gastos com festas, viagens, férias, presentes, impostos e, para quem tem filhos, matrícula e material escolar, pesam no bolso de quem não se planeja e podem facilmente gerar dívidas. A declaração de imposto de renda no início do ano seguinte também gera uma série de erros e confusões. E não é difícil se perder em meio à agitação, ao consumismo e às inúmeras despesas da época.

Viagens – Não aceite qualquer proposta

Viajar nesta época do ano pode ser uma grande cilada. Para muita gente, é o momento de aproveitar as férias com os filhos. Mas se não for o seu caso, viajar no Réveillon ou tirar férias nessa época pode ser um grande erro. Aos gastos de presentes e impostos se somam despesas com hotéis, aluguéis de temporada, restaurantes, casas noturnas, festas e passagens aéreas, cujos preços chegam às alturas.

Os brasileiros aceitam preços absurdos para viajar e passear, ainda mais nessa época. Se a pessoa puder frequentar um clube, se reunir com os amigos e ficar pela cidade onde mora, é melhor. A alta temporada é a temporada das penalidades.

Estabelecer o total que será gasto em presentes


Na hora de presentear os entes queridos, o ideal é primeiro definir o valor máximo total que deve ser gasto, e só depois comprar os presentes, respeitando aquele limite. Entretanto a maioria das pessoas fazem suas compras desconsiderando esta análise e acaba tendo gastos incoerentes com sua renda.

Resgatar o saldo da conta achando que pode enganar o Leão

Ainda há pessoas que fazem saques da conta corrente em dezembro, para não ter de declarar o dinheiro ao Fisco no ano seguinte, porém os resgates também são passíveis de análise pela Receita Federal.

E não se esqueça que fraudar as declarações para o fisco constitui crime tributário com pena de prisão, porém, mesmo que após o pagamento o crime deixe de existir a divida praticamente irá dobrar de valor em decorrências de multas maiores que 100% e juros e multa de mora exorbitantes, fora pagamento de honorários para advogados.

Consumir acima das possibilidades, levado pelo clima da época

Trocar presentes pode ser um ato prazeroso e de confraternização, ou uma atividade contaminada por cobranças e altas expectativas. Muita gente se sente obrigada a presentear determinadas pessoas, mesmo que seu orçamento não dê para isso; outras se empolgam com o clima festivo do mês de dezembro e acabam perdendo o controle; há ainda aquelas que sentem que devem atender às expectativas dos entes queridos, dando o que eles pediram ou então dando presentes caros por ter uma situação confortável de vida.

Acontece que até mesmo quem tem as finanças saudáveis pode facilmente se descontrolar e entrar no vermelho se consumir acima das suas possibilidades. Um passo é o suficiente para se desequilibrar. O economista e educador financeiro Richard Rytenband critica a atitude de consumir sem planejamento como forma de ter status.

Nessa época é preciso esquecer essas obrigatoriedades e estereótipos e ser franco com as pessoas que podem ter expectativas em relação a presentes e viagens. “É preciso abrir o jogo e ter diálogo com a família e os amigos, deixando o orgulho de lado. Muitos problemas financeiros vêm da teimosia e do orgulho.

Não esquecer-se de destinar o total dedutível à previdência privada

Quem faz a declaração completa do imposto de renda pode destinar até 12% de sua renda anual a um plano de previdência privada tipo Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e abater o percentual na declaração de imposto de renda do ano seguinte. Acontece que para o benefício fiscal valer para um ano, é preciso que a destinação dos recursos ao PGBL seja feito até 31 de dezembro do ano anterior. Mas muita gente se esquece de fazê-lo.

Em dezembro, a pessoa deve analisar quanto falta para completar o montante de 12% e depositar os recursos no PGBL. Se só se lembrar disso em março, o benefício só valerá para o ano seguinte.

Doar dinheiro para uma instituição não incentivada achando que vai poder abater a contribuição do IR

É claro que você pode fazer uma doação para a instituição filantrópica que quiser, independentemente de poder abater a doação do imposto de renda ou não. Mas se você quiser fazer uma doação incentivada, dedutível da base de cálculo do IR, você deve prestar atenção se a instituição é beneficiada por alguma lei de incentivos fiscais. É muito comum as pessoas se confundirem e acharem que podem deduzir qualquer doação feita a instituições que ajudem crianças, por exemplo.

Mas apenas são dedutíveis as doações feitas aos fundos que se enquadram no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); aos fundos municipais, estaduais, distrital e nacional do idoso; aos projetos aprovados pelo Ministério da Cultura e enquadrados na Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet); aos projetos aprovados pelo Ministério da Cultura ou pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e enquadrados na Lei de Incentivo à Atividade Audiovisual; aos projetos aprovados pelo Ministério do Esporte e enquadrados na Lei de Incentivo ao Esporte; e aos projetos aprovados pelo Ministério da Saúde no âmbito do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas) ou do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon).


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

"Educação Financeira Infantil"

por Aline Cintra


O tema educação financeira tem recebido grande destaque nacional e internacional nos últimos anos, como um dos fatores fundamentais a fim de garantir melhor qualidade de vida hoje, conforto no futuro, e uma vida financeira saudável e equilibrada.

Muitos pais ainda acreditam que dinheiro não é assunto de criança. Que elas devem se preocupar com os estudos, e que estes, as farão adultos bem sucedidos com um bom emprego e isso basta. Educação financeira não significa ensinar seu filho a economizar, mas sim fazer com que ele aprenda a utilizar o dinheiro em busca de uma vida melhor.

“Quando o indivíduo tem as finanças em ordem, ele toma decisões e enfrenta melhor as adversidades”. E isso auxilia não só na vida financeira, mas também nos aspectos familiares. Nesse sentido, ao ensinar uma criança a lidar com dinheiro desde pequena, quando adulta terá maiores chances de aprender a administrar o seu salário e a sua vida. Vai saber guardar, guardar pra comprar, guardar pra poupar mais.

Sabemos que as nossas crianças já sofrem com os apelos do mundo do consumo. Nesse cenário, o conflito entre querer, poder, merecer e precisar se mistura na vida do pequeno e pode explodir em um caos momentâneo. Quem nunca viu uma criança chorando em uma loja, porque queria determinado objeto? Esse tipo de situação é o sinal de alerta que algo não vai bem, um alarme que soa e faz com que os pais despertem para a educação financeira dos filhos.


LIÇÕES FINANCEIRAS COMEÇAM DESDE CEDO

Recebemos as primeiras lições de educação financeira em casa: as recomendações de fechar a torneira ao escovar os dentes, apagar a luz dos ambientes vazios e comer toda a refeição para não desperdiçar os alimentos.

Esses ensinamentos se transformarão na bagagem de conhecimentos facilitadores das decisões financeiras no futuro. A ideia também é perceber se você tem atuado de forma ativa na educação financeira infantil. Comece com as seguintes perguntas: Como é o dia-a-dia da criança? Que tipo de programação faz com ela? Como utiliza as horas de lazer? Como são encaradas as compras em casa? Como falamos sobre dinheiro em família?

Hoje o consumo confunde a cabeça das crianças, que gostam de opinar sobre tudo. Muitas vezes isso acontece porque, nas horas livres, os pais querem a companhia dos pequenos em todos os programas. Cuidado, caso a criança comece a se transformar em uma tirana ou num comportamento "pede-pede".

DIZER "NÃO" É PRECISO

Mas o que fazer quando a criança aponta para algo e pede? Nesta hora, o adulto deve desempenhar o seu papel e determinar a diferença entre querer e precisar. Faça um carinho na criança e saia com ela do ambiente. Logo ela vai distrair e esquecer a situação.

EDUCAÇÃO FINANCEIRA NA PRÁTICA

É importante ensinar primeiro o que é dinheiro, de forma real e palpável. Logo o pequeno mudará o formato da pergunta e você ouvirá frases do tipo: "mãe, podemos comprar isso hoje? Como fazer para economizar primeiro e só depois gastar?". Uma sugestão é colocar na sua casa um recipiente, que pode ser apelidado de "pote da alegria". Procure um pote de vidro deixe-o em um local visível. Depois, deposite diariamente as moedas que representam as economias. (As crianças começarão a sentir o dinheiro como algo real, que deve ser economizado e guardado). Ensine ao pequeno que há um tempo de espera para juntar a quantidade certa e depois gastar o dinheiro. Na hora de contar as moedas, eles descobrirão o valor de cada uma.

As crianças com mais de quatro anos podem ganhar uma carteira, na qual as notas serão guardadas. Ensine que elas devem pagar e esperar o troco, a operação deve ser feita com calma e cuidado. Que tal comprar um sorvete ou algo bem simples para começar? O momento de gastar as economias deve ser acompanhado de uma pequena comemoração. Muitas pessoas na fase adulta sofrem por não terem o hábito de celebrar suas conquistas.

Neste treino com as finanças, o ponto importante para o sucesso é combinar com as crianças, com antecedência, tudo que vocês pretendem fazer. No futuro, isso se transformará em planejamento estratégico de vida. Assim, antes de sair de casa combine com as crianças qual será o objetivo da programação. Dia de passear significa que é momento de se divertir. Nada de misturar compras com passeio. As crianças adoram surpresas e encontrar ambientes novos, desde que tenham guias preparados. Pesquise em sua cidade eventos que não envolvam consumo, mas pura diversão, arte e cultura. Está na hora de visitar um museu, um parque de exposições ou qualquer local para ser admirado e que não dê espaço para as compras. Já o dia de comprar deve ser encarado com responsabilidade. Faça um roteiro: primeiro pesquise o produto, mostre à criança duas ou três opções de compra, explique a ela as possibilidades financeiras da família, procure agir com calma e seriedade e, ao manusear o dinheiro, faça com firmeza e não se distraia neste momento. Em pouco tempo as crianças vão trocar a seriedade das compras pela alegria dos passeios.

COMO O DINHEIRO CHEGA A CASA?


As crianças precisam entender como são gerados os recursos financeiros da família. Explique se é fácil ou difícil para cada membro conseguir remuneração por seu trabalho. Ao mostrar que trabalhamos e depois recebemos o salário, ajudamos o pequeno a entender que existe um tempo natural de espera, diminuímos sua ansiedade, desenvolvemos sua autoconfiança e mostramos a dinâmica de geração de recursos.

Uma simples compra em supermercado pode se transformar em uma aula de finanças. Tenha o hábito de sempre carregar uma lista das compras, pois as crianças associam a lista às necessidades de consumo básico. Caso não queira comprar algo que pedem e não tenha utilidade, basta ser claro e dizer que não está na lista.

Você sabia que as crianças bem pequenas não conseguem entender o processo de colocar as coisas em um carrinho e depois pagar no caixa? Por isso, grande parte delas agarra os produtos pela cor, formato da caixa ou simplesmente por ter reconhecido os mesmos. Nesses casos, leve os menores para pequenas compras, em um horário que não estejam cansados ou com fome.

COMPRAS EXIGEM PACIÊNCIA

A sustentabilidade pode ser inserida de forma singela na rotina diária. Basta ensinar as crianças a comprar o que precisam na quantidade necessária, sem prejudicar o hoje e o amanhã. Mas a pressa parece ser o mal do momento.

Normalmente vemos crianças manuseando algumas tecnologias, mas observe como logo ficam impacientes com figuras estáticas de uma revista. A pressa faz com que todos paguem mais caro pelos bens e serviços.

É nessa hora que entra a educação financeira familiar que carregamos no inconsciente. Ela esclarece e direciona o modo de agir em qualquer idade. Determina o que vamos consumir, o preço, as possibilidades e o plano de ação. Todos esses rituais ficam marcados no inconsciente da criança.

Os hábitos, os princípios e a educação recebida em casa serão o ponto forte na formação do pequeno consumidor. Será a bagagem, a fonte criativa de nossos mapas internos. Educar é um processo longo, lento, incansável e de muito amor. Coloque planejamento, acompanhamento, comprometimento e, acima de tudo, objetivos claros e bem definidos quando o assunto for dinheiro. Isso vale para qualquer idade.



sexta-feira, 18 de outubro de 2013

"7 Regras para a Saúde Financeira"

por Aline Cintra


1. Controle as coisas que você pode controlar. Você é capaz de controlar quanto ganha? Pode tentar, mas não sempre. Você é capaz de controlar o resultado dos seus investimentos? Nem sempre. Você pode controlar quanto poupa e quanto gasta? Sim e sim. Você tem uma chance muito maior de administrar sua poupança e seus gastos mais do que o resto de sua vida financeira. Foque nisso.

2. Emergências acontecem. O carro vai quebrar, uma goteira aparecerá no telhado, ou outras milhares de coisas podem dar errado. E você precisa ter dinheiro quando acontecer.

3. Se você não pedir por mais dinheiro, a resposta será sempre “Não”. Aqui vai uma informação chocante, as mulheres ainda ganham em média 30% a menos do que os homens segundo os dados do IBGE. A diferença tende a ser atribuída as mulheres serem menos assertivas na negociação de salários. “Se você não pedir, a resposta será sempre não”.

4. Tenha alguma independência financeira. Só porque você se casou com alguém (ou ama alguém o suficiente para viver com ele) não significa que vocês dois são a mesma pessoa. Você precisa de algum dinheiro para si de forma que você possa tomar decisões financeiras pequenas - como comer fora, comprar aquele vestido – sem pedir permissão.

5. Mesmo dívida boa não é de graça. O custo real de uma dívida são as oportunidades perdidas. Quando você assume um novo pagamento mensal (mesmo que com uma taxa de juros baixa), você está fazendo um compromisso contra sua renda futura – as vezes por um longo período de tempo. O que você poderia estar fazendo com R$1000 por mês que está pagando pelo carro novo. Em 3 anos é R$36000. Comprometer-se com uma dívida impede as pessoas de aproveitar oportunidades. Gostaria de reduzir sua carga de trabalho? Infelizmente não dá por causa das prestações.

6. Sua aposentadoria deve vir na frete na escola das crianças. Sabe quando você está num avião e o comissário diz para colocar a sua máscara de oxigênio antes de ajudar uma criança em caso de despressurização? Poupar para as suas necessidades financeiras de longo prazo funciona da mesma forma. Há mais alternativas para financiar a faculdade das crianças do que há para a aposentadoria. Não sinta culpa por isso.

7. Mantenha seus interesses associados ao seu dinheiro. Pense em como uma criança gasta dinheiro. Se é o dinheiro dos pais, não há hesitação em entregar o dinheiro ao caixa. Mas se o dinheiro foi “suado”, ele será mais hesitante, a compra terá que valer a pena. Use a mesma regra para si. Não compre no crédito se não pode pagar imediatamente. Poupe, e quando tiver todo o recurso, pergunte a si mesmo – novamente – o quanto você realmente deseja.


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

"SEGUROS: GERENCIAR OU CORRER RISCOS?"

por Aline Cintra


A vida é cheia de riscos. Acordamos pela manhã e não sabemos como estaremos ao final do dia. No ditado popular, quem arrisca, petisca. Contudo, em muitos casos, ocorre o inverso: o risco causa perdas, de vidas ou de propriedades, cujo impacto financeiro é negativo. Assim, estritamente falando, risco é um evento ou condição incerta, isto é, que pode ou não ocorrer no futuro, e cuja ocorrência tem um efeito negativo e que pode ser expresso em termos monetários. Esse evento pode ser totalmente incerto, como a queda de um raio, ou certo, mas acontecendo em data incerta, como a morte. O impacto financeiro de um sinistro pode atingir milhões de reais e levar a empresa que não se precaveu à falência, ou o indivíduo a perder parte substancial de um patrimônio que lhe exigiu anos para acumular. É nesse momento que o seguro se torna importante.


O homem sempre teve preocupações com a manutenção de sua existência. Por conta das variações climáticas e dos perigos inerentes à vida, desde a Antiguidade os indivíduos buscaram se organizar em grupos com o intuito de ter mais força para garantir o sustento e a segurança em face do imprevisível.

Com o tempo, a evolução das atividades comerciais mostrou também a necessidade de proteção contra as perdas financeiras, ou seja, a preocupação em controlar o risco nas operações mercantis. Há indícios que na Babilônia, 23 séculos antes de Cristo, as caravanas de cameleiros que cruzavam o deserto mutualizavam entre si os prejuízos com as mortes de animais.



A inevitável realidade do risco levou a humanidade a procurar gerenciá-lo. Existem vários modos de fazê-lo, a saber: 

Evitar o risco 

É o caso do indivíduo que, planejando viajar de carro, ao observar os pneus gastos do seu automóvel, desiste de viajar. 

Reduzir o Risco 

No caso anterior, o indivíduo viaja, mas a uma velocidade baixa de modo a evitar ter de frear bruscamente e arriscar uma derrapagem perigosa. 

Correr o risco 

O indivíduo que decide correr o risco tem, por sua vez, três possibilidades de gerenciá-lo: 

a) Autosseguro: é o método pelo qual o indivíduo separa ou acumula um montante em dinheiro para compensar determinada perda potencial que pode sofrer no futuro. O autosseguro é um método pouco efetivo, pois a maioria das pessoas não ganha o suficiente para acumular, na quantidade e no tempo necessários, os montantes requeridos. Assim, acaba sendo um eufemismo para designar os indivíduos que não estão segurados. 

b) Mutualismo: é divisão das perdas entre os interessados. Historicamente, esse foi o começo do seguro: navegadores se reuniam e estimavam as perdas anuais no patrimônio conjunto (embarcações e suas cargas). Então, repartiam essa perda estimada entre eles, segundo a participação de cada um no patrimônio total. Atualmente, o mutualismo ainda é utilizado pelas seguradoras em alguns países, mas pouco usado pelos consumidores. Estes optam por não incorrer nos elevados custos de administração da modalidade, que exige conhecimento especializado. 

c) Seguro: é a opção moderna e mais usada de gerenciamento do risco. Envolve a transferência do risco de perda de uma entidade (empresa ou indivíduo) para outra entidade (seguradora) que assume os riscos e recebe em troca um prêmio. O conjunto dos prêmios de vários riscos, muitos sem sinistro, permite às seguradoras formar reservas para pagar os sinistros.

Existem também os riscos não seguráveis, onde o segurador não está pronto para segurar simplesmente porque as prováveis perdas futuras não podem ser estimadas e calculadas. Ele mantém a perspectiva de ganho, bem como perda. O risco não pode ser Previsão e medido.

* Você tem uma carteira de ações e teme que os papéis caiam fortemente de valor. 

* Você abriu uma empresa e teme não ser capaz de atingir a taxa de lucro que estimou. 

* Você vai viajar para uma região conturbada e teme ser vítima de um atentado terrorista. 

* Você precisa tirar certa nota num exame da faculdade e teme não ser capaz de fazê-lo. 

* Você vai jogar num cassino e teme perder o dinheiro que reservou para isso.

Vale salientar que para a contração de um seguro é necessário que haja a intermediação de um corretor de seguros devidamente habilitado.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

"Restituição do Imposto de Renda: Qual a destinação ideal?"

por Aline Cintra


As restituições do primeiro lote do Imposto de Renda referentes ao exercício 2013 (ano calendário 2012) começaram a ser depositadas nesta segunda-feira (17). Segundo a Receita Federal, as restituições serão creditadas mediante depósito bancário para quase dois milhões de contribuintes, totalizando R$ 2,8 bilhões.

Para Reinaldo Domingos, autor dos livros Terapia Financeira e Livre-se das Dívidas, o primeiro passo para saber o destino ideal do dinheiro é identificar em qual perfil você se encaixa. "Há três grupos de pessoas: os endividados, os equilibrados e os poupadores. Os endividados são os que perderam o controle das suas finanças e têm dívidas a pagar. Os equilibrados estão numa situação melhor, mas não têm dinheiro reservado e, por isso, correm risco de se endividar a qualquer momento. Por sua vez, os poupadores são os que já adquiriram o hábito de aplicar o dinheiro", classifica.

O melhor destino para quem está devendo é o pagamento "consciente" das dívidas. Não adianta simplesmente liquidar uma dívida sem fazer um diagnóstico da situação financeira. O ideal é aproveitar a chance do dinheiro da restituição para calcular todo o dinheiro que entra e sai da sua conta, estabelecer prioridades financeiras e fazer um orçamento. O pagamento das dívidas deve entrar nessas prioridades, mas não deve ser a única. É preciso estabelecer outros objetivos que estimulem a poupança.

Quem apenas paga as dívidas sem reestruturar a vida financeira pode continuar o chamado ciclo do endividamento. É importante dar prioridade ao pagamento de dívidas mais antigas, quando os juros da economia estavam mais altos, especialmente as do cartão de crédito e cheque especial e financiamento de veículos, que possuem as taxas mais elevadas.

No caso do contribuinte equilibrado, aquele que possui as contas em dia mas não adquiriu o hábito da poupança, pode ser uma boa oportunidade para criar esse hábito. Mas até para poupar é preciso ter foco. Quem poupa deve poupar para alguma coisa, estabelecendo objetivos de curto, médio e longo prazo. Esses prazos indicarão a melhor aplicação bancária.

É preciso lembrar que o dinheiro da restituição não é brinde, não é de graça, é uma quantia que você pagou e está recebendo de volta.

É preciso analisar as prioridades com cuidado, pode-se investir esse dinheiro, guardar para uma viagem no fim do ano, realizar um sonho de consumo ou poupar para ter uma reserva de emergência.


terça-feira, 11 de junho de 2013

"Impostos devem ser destacados na Nota Fiscal"

por Aline Cintra



A partir desta segunda-feira 10/06/2013, as empresas brasileiras devem detalhar, nas notas fiscais fornecidas aos consumidores, a quantidade de impostos paga pelo consumidor. No primeiro ano da lei, porém, as empresas que descumprirem as regras não serão multadas, apenas orientadas pelos Procons. A partir do ano que vem, as empresas que não cumprirem a regra estarão sujeitas a multas de até R$ 6 milhões, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor.

As notas devem trazer informações sobre sete impostos: IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), PIS/Pasep (Contribuição para o Programa de Integração Social), Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), Cide (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS (Imposto sobre Serviços).

Representantes do varejo e do setor de serviços se reuniram nas últimas semanas com integrantes da Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda e da Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça, para discutir a necessidade de regulamentação da lei que serviria para detalhar aos comerciantes a forma como os impostos devem ser informados na nota: em percentuais ou em reais, por exemplo.

Algumas grandes redes começaram a informar os impostos nas notas em maio, por meio de um sistema de cálculo desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

Segundo Roque Pelizzaro Junior, Presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Logistas (CNDL) "Ninguém sabe direito como fazer, principalmente as PMEs (pequenas e médias empresas). As empresas de 'software' não sabem como calcular isso. O governo precisava lançar uma tabela aproximada com o perfil do produto para a gente poder destacar.”


quarta-feira, 5 de junho de 2013

"EMPREGADOR DOMÉSTICO - Portal do eSocial"

por Aline Cintra


A proposta de emenda à Constituição que aumenta os direitos das empregas domésticas, conhecida como PEC das Domésticas, foi promulgada em março de 2013 e os empregadores terão de se adequar às novas regras.

Os direitos garantidos pela Emenda com vigência imediata, constantes do artigo 7º da Constituição Federal, são: salário mínimo; irredutibilidade de salário; garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável; décimo terceiro salário; proteção do salário na forma da lei; duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e 44 horas semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do normal; gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal; licença à gestante, sem prejuízo de emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias; licença paternidade; aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias; redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; aposentadoria; reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho; proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor, ou estado civil; proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência; proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito anos.

No dia 03 de junho de 2013 o Governo Federal lança o Portal do eSocial, inicialmente apenas com o Módulo Empregador Doméstico, ambiente on line, que permitirá ao empregador doméstico cumprir todas as obrigações decorrentes das relações de trabalho. (http://www.esocial.gov.br)

O Módulo do Empregador Doméstico do eSocial foi desenvolvido em conjunto pelo Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Previdência Social, Instituto Nacional do Seguro Social, Caixa Econômica Federal e a Secretaria da Receita Federal do Brasil e faz parte do Projeto eSocial, que é um módulo do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped).

A versão a ser disponibilizada nessa segunda-feira (03/06/2013) é uma versão inicial, destinada aos empregadores domésticos, para que estes possam, gradualmente, familiarizar-se com a nova ferramenta até que seja regulamentada a Emenda Constitucional nº 72, de 02 de abril de 2013.

As seguintes funcionalidades estarão disponíveis na versão inicial, enquanto não regulamentada a EC nº 72/2013:
  1. emissão de código para controle de acesso e segurança da informação e cadastramento do empregador; 
  2. possibilidade de cadastramento dos empregados domésticos (dados pessoais e contratuais); 
  3. possibilidade de geração do contra-cheque/recibo, folha de pagamento e folha de controle de ponto; 
  4. cálculo da contribuição previdenciária; 
  5. controle de horas extras; 
  6. emissão da guia de recolhimento da contribuição previdenciária (GPS) para o mês de junho de 2013, com vencimento em 15/07/2013.
As informações de cadastro do empregador e empregado inseridas no eSocial na versão inicial serão válidas e servirão para a versão definitiva do Portal do Empregador.

As informações de pagamento, horas extras e cálculo de contribuições serão registradas no sistema a partir do mês de junho de 2013 (06/2013), mantendo-se as regras atuais de registro de informações e recolhimento referentes aos meses anteriores.
A necessidade dessa versão inicial é para que as equipes técnicas de desenvolvimento dos órgãos responsáveis pelo eSocial possam receber críticas e sugestões para o aperfeiçoamento da ferramenta para o momento em que seu uso se tornar obrigatório.
Os recolhimentos opcionais do FGTS que os empregadores domésticos efetuarem até a regulamentação da EC nº 72/2013 devem observar as regras atuais, conforme procedimento em vigor e operado pela Caixa Econômica Federal.
Após a regulamentação da EC nº 72/2013, o Portal do Empregador Doméstico permitirá:


  1. cálculo do FGTS e do imposto de renda retido na fonte (IR); 
  2. registro de jornada de trabalho e quadro de horário; 
  3. banco de horas para compensação de horas extras trabalhadas; 
  4. registros de afastamentos e outros eventos trabalhistas, tais como: férias, licença maternidade, salário família, acidente de trabalho, auxílio doença; 
  5. emissão de termos e documentos trabalhistas, tais como: termo de rescisão, aviso de férias, aviso prévio, histórico de eventos do empregado; 
  6. emissão da guia de recolhimento unificado (FGTS, Contribuições Previdenciárias e IR), que poderá ser utilizada a partir da vigência da nova legislação de regência.




quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

"Como economizar nas Festas de Fim de Ano"

por Aline Cintra


A inflação no setor alimentício nunca parou de crescer, mas no final de ano tendem a serem chocantes os aumentos de preços, principalmente daqueles produtos mais comuns das Ceias de Natal e Ano Novo tais como aves, frutas, grãos e bebidas.

Segundo o Procon, para preparar a ceia de Natal e Ano novo com tranquilidade é preciso fazer uma lista do que precisa, levando em consideração o número de pessoas que pretende receber, assim você evitará gastos desnecessários. 

Comparar preços sempre é imprescindível, a internet é uma ótima aliada neste quesito, além dos encartes e anúncios da TV. E na hora da compra verificar se o preço anunciado corresponde ao praticado pelo estabelecimento, os preços estão sempre mudando.

De acordo com o artigo 35 do Código de Defesa do Consumidor, caso o fornecedor de produtos ou serviços se recuse ao cumprimento da oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha, exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade; ou aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente.

Faça valer seus direitos sempre...

Outra dica importante é não fazer compras com pressa, sempre decidir tranquilamente qual a melhor marca, preço e quantidade necessária de cada produto, sempre olhar a data de validade e as condições da embalagem.

Compare as proporções de produtos. Por exemplo: uma embalagem de 100 g de certo produto custa R$ 10,00, já a embalagem com 500 g custa R$ 45,00 ou seja pode-se economizar R$ 10,00 se você precisar de 1 kg do produto. O inverso também pode acontecer, embalagens menores podem ficar mais em conta do que uma maior.

Fique de olho nas estratégias de marketing, pois muitos estabelecimentos colocam à disposição um produto de uma determinada marca em oferta nos corredores centrais, distante das gôndolas que contenham o mesmo produto de fabricantes diferentes. Essa manobra faz com que o consumidor deixe de comparar o preço dessa marca com outras, que mesmo fora da promoção podem apresentar preços menores.

No caixa, fique atento aos valores registrados. Se houver diferença entre o preço cobrado e o que estava informado na gôndola, prevalece o menor.

E finalmente não se esqueça de guardar o cupom fiscal do caixa para o caso de precisar trocar algum item.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

"GRATIFICAÇÃO NATALINA OU 13º SALÁRIO – COMO USAR?"

por Aline Cintra


A Gratificação Natalina popularmente conhecida como 13º salário chega nos meses de novembro e dezembro como a salvação para alguns consumidores que desejam liquidar as dívidas atrasadas para readquirir o crédito no mercado, para aqueles que estão com as contas em dia é a oportunidade de pagar aquela viagem tão sonhada ou comprar os presentes para a família, fazer uma super ceia e aproveitar as festas de final de ano, para os investidores é um recurso extra, dentre várias outras opções que este benefício nos traz.

Porém é preciso saber administrar bem este recurso para realmente resolver a situação do endividamento. Tentar renegociar as taxas com os bancos é o primeiro passo, as dívidas com cheque especial e cartão de crédito principalmente, lembrando que sem querer ser “estraga prazeres” no início do ano tem os presentinhos do governo como o IPVA e IPTU e também Matrícula, Uniforme e Material Escolar das crianças, então se sobrar algo da negociação é bom guardar para suprir estes gastos. Compre apenas os presentes indispensáveis e caso sobre algum dinheiro ainda seria bom guardá-lo no tipo de aplicação que preferir, a Poupança é o mais fácil. E o mais importante, não assuma novas dívidas, pois se precisou utilizar o 13º salário para pagar as dividas atrasadas significa que você está gastando mais do que ganha, então tente organizar as dívidas futuras até que possa realmente sobrar o recurso necessário e viável para aquela viagem ou a reforma da casa.

Para aqueles que podem utilizar o 13º para gastar a vontade, também é necessário o uso de parcimônia nas compras, geralmente os preços são elevados nesta época, sempre vale a pena a pesquisa de preços em pelo menos 3 estabelecimentos, as vezes vale a pena aguardar aquela queima de estoque no começo do ano de algumas lojas. Cuidado com as falsas promoções, se comprar à vista peça o desconto. Se for fazer aquela viagem o ideal é comprar com certa antecedência, mas se deixou para em cima da hora pesquise preços nas agências de viagens também, a discrepância é notória.

E resolvidas as questões financeiras, vamos comemorar e nos lembrar da real existência do Natal que é o nascimento do Mestre Jesus lembrando de agradecê-lo pelo ano que passou e pedindo as bênçãos de saúde, paz e prosperidade para o ano vindouro.

Boas Festas!!!


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

"PREVIDÊNCIA PRIVADA"

por Aline Cintra



Já não é uma atitude tão distante da cultura dos brasileiros. Quem já adquiriu a consciência proporcionada pela EDUCAÇÃO FINANCEIRA já tem ou procurará ter um investimento para suprir suas necessidades quando não quiser mais trabalhar por exemplo. Um desses investimentos é o plano de previdência privada, que é muito importante não só pelo risco da nossa atual previdência oficial de honrar seu compromisso com benefícios cada vez menores para os contribuintes, mas pela necessidade de segurança e pelo retorno proporcionado.

Atualmente com 35 anos de contribuição, se você for homem, e 30 anos de contribuição, se mulher; ou com 65 anos de idade (homem) e 60 anos de idade, caso mulher, você pode usufruir da aposentadoria pelo INSS. Mas isso é suficiente para garantir o padrão de vida que você deseja, após dezenas de anos trabalhando? A maior aposentadoria paga pelo sistema de previdência pública, hoje é de R$ 3.912,20 – isto, se você contribuir pelo teto, pagando o correspondente à maior contribuição previdenciária possível. É o suficiente para manter seu padrão de vida?

Estamos envelhecendo e temos que nos preparar para isso, porque as famílias estão cada vez menores, então é melhor que você conte com você mesmo para garantir seu bem estar no futuro.

Há dois tipos de plano de previdência no Brasil. A aberta, individual, é oferecida por bancos e seguradoras e pode ser contratada por qualquer pessoa. A fechada é exclusiva para grupos, como funcionários de uma empresa ou membros de uma associação, por exemplo. Procure se informar sobre comissões, honorários e taxas de juros, antes de escolher uma.

Das duas modalidades de planos de previdência aberta mais comumente oferecidas no mercado, o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) permite que se abata o valor das aplicações no fundo num valor de até 12% da renda tributável, enquanto que o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) não permite esse abatimento. Acontece que o benefício do PGBL só é válido para quem faz a declaração completa de IR.

Como se trata apenas de um adiamento do pagamento do IR, e não de uma isenção, quem fizer um PGBL e usar a declaração simples vai, na prática, pagar o imposto duas vezes. Isso porque, na hora de resgatar os recursos no futuro, a alíquota de IR incide sobre todo o montante acumulado no PGBL, enquanto que, no VGBL, incide apenas sobre os rendimentos.

Para não depender do INSS a fim de manter um bom padrão de vida, você precisa saber de quanto precisará ter para garanti-lo. E terá que levar em consideração que a inflação poderá deduzir boa parte de seus rendimentos no longo prazo. Portanto, o ideal é estabelecer uma meta de renda que, em termos atuais, reflita o valor suficiente para manter o estilo de vida que você deseja.

E para fazer a melhor escolha de instituição, plano, valor aplicado fique de olho em:

· Taxas de administração

· Taxas de carregamento

· Simulações irrealistas

· Investimento muito conservador

· Pagamento de IR

· Resgate prematuro com tabela regressiva


Faça suas simulações no link abaixo:




segunda-feira, 13 de agosto de 2012

"Poupar x Ganhar"

por Aline Cintra


Agora que já sabemos como controlar os gastos e utilizar adequadamente o cheque especial e o cartão de crédito, já é hora de pensar no futuro.

Quais ações podemos tomar para nos resguardar no futuro, porque a previdência com seu déficit crescente não anda muito confiável, mas este é um outro assunto. E também para fazer uma aquisição de um bem, viajar... A escolha será mais saborosa se o recurso já estiver disponível lá no futuro sem outras preocupações...

A primeira ideia que vem na cabeça de um Brasileiro quando se fala de guardar ou investir dinheiro é a poupança.

Muito bom, se você já consegue poupar já é um ótimo progresso, mas será que a poupança realmente lhe traz o retorno esperado?

Com as novas regras para este tipo de investimento adotadas neste ano pelo governo, devemos começar a pensar em outras alternativas.

O Sistema Financeiro tem um leque extenso de produtos de investimento, mas a conjuntura atual do mercado financeiro brasileiro e mundial exige estudo, disciplina e parcimônia mesmo para aqueles investidores com perfis mais ousados.

A opção mais conservadora depois da poupança são as aplicações em títulos de renda fixa com taxas pré ou pós fixadas com base na variação Selic, elas tem um rendimento um pouco maior do que a poupança mas é preciso prestar atenção nas regras de resgate pois existe a incidência da alíquota de Imposto de Renda que é inversamente proporcional ao prazo de resgate.

Cuidado com os fundos de investimento, principalmente esses que fazem sorteios, porque utilizando um raciocínio bem simples, o valor usado para a compra dos prêmios para serem sorteados saem de onde? Dos rendimentos do fundo, ou seja, o seu rendimento, e mesmo que você tenha uma sorte danada estatisticamente não conseguirá ganhar todos os prêmios.

O mercado de ações sendo bem utilizado pode trazer os retornos mais rentáveis dentre os investimentos mais acessíveis citados, apesar de ainda estar sendo descoberto pelos brasileiros, que ainda tem muito medo de entrar nessa área, devido a todo um histórico de falta de incentivo e educação financeira, porém nosso Sistema Financeiro hoje é muito bem estruturado, fiscalizado e seguro, o que diminui o risco, mas não o exclui.

Existe risco sim no investimento em ações, porém estudando a empresa que se pretende investir, estudando o histórico das ações, buscando informações sobre as tendências econômicas e financeiras torna-se mais segura e desafiadora a operação, considerando que a corretora contratada dará suporte a todas essas dúvidas e indicará o investimento mais adequado de acordo com o perfil do investidor.

As ações de Governança Corporativa a que todas as empresas de capital aberto estão submetidas fazem com que todas as informações necessárias estejam acessíveis a todos os acionistas e futuros pretendentes, todas as informações contábeis e financeiras estão disponíveis nos sites, geralmente em Relações com Investidores.

Porém o dinheiro é seu, e só você sabe a forma que ele será utilizado de acordo com as suas necessidades então é melhor acompanhar e entender as orientações dos corretores. 

sábado, 21 de julho de 2012

"Cartão de Crédito – Use com Moderação"


por Aline Cintra.


A maioria das pessoas tem dificuldade em usar o Cartão de Crédito, pode parecer exagero mas elas não controlam seus gastos com “os cartões”, já que sempre que você faz uma compra em uma loja eles te mandam um (é impressionante).
Então as pessoas somente analisam tem limite, posso gastar... Ledo engano... Lembram daquela planilha do primeiro Post sobre Educação Financeira... Pois é, ela é um instrumento fundamental para nos fazer voltar à realidade.

Se fizer todos os lançamentos do que foi gasto com cartão, nos meses dos vencimentos das parcelas geralmente haverá falta de caixa ou saldo devedor.

Outro erro é pagar somente o mínimo do cartão, a dívida nunca será liquidada. Vejamos como funcionam os juros compostos utilizados quando há o atraso do pagamento da fatura:

Se você tem uma dívida de R$ 100 e acumula 10% de juros a cada mês, depois do primeiro mês cobrarão dez reais (100 x 0,10) de você. Com juros compostos, estes dez reais são adicionados à dívida original. Então agora a dívida é de R$ 110. No segundo mês novamente irão cobrar 10% de juros, que desta vez sai a onze reais (110 x 0,10), então agora você tem R$ 121 de dívida. 

Se você optar por pagar apenas o “pagamento mínimo” ou se pagar qualquer valor menor que o saldo total, você terá que começar a pagar juros sobre o saldo remanescente.

É uma bola de neve!

Mas calma, existem alternativas, pode-se negociar com a operadora do cartão para financiar o saldo devedor em parcelas fixas, por exemplo:

Se você tem uma dívida de R$ 1.000 poderá solicitar um parcelamento de 12 parcelas de R$ 112,83, claro que ainda tem juros no valor da parcela (no caso fiz uma simulação com juros de 5% a.m.), infelizmente as operadoras não são nada caridosas, porém a opção é bem melhor do que ficar financiando o saldo devedor com pagamento mínimo que incidirá juros de na média 10% a 15% a.m. É uma economia significativa.

Entretanto... Essa dica de nada serviria se você continuasse comprando mais do que ganhasse, é hora de se controlar, comprar somente a vista, somente o necessário, até que a dívida com o cartão seja liquidada e as contas se normalizem.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

"Fuja do cheque especial"

por Aline Cintra.



Apesar dos anúncios das quedas de juros dos produtos bancários, a realidade pode ser outra. Dá a impressão que se pode sair por ai gastando e consumindo o que quiser.


É necessária uma análise junto ao banco com o gerente sobre o que pode ser disponibilizado para cada tipo de conta.

Mesmo assim uma dica ainda permanece, fuja do cheque especialA opção do parcelamento ainda é mais viável e barata.

Negocie a dívida e faça um empréstimo com parcelas fixas, lançando-as naquela planilha que enviamos semana passada, essa ação gera economia e controle, itens indispensáveis para uma pessoa financeiramente bem educada.

Segue o link para download da planilha:




quinta-feira, 21 de junho de 2012

"Educação Financeira"

por Aline Cintra.
Se livrar das dívidas, guardar dinheiro, investir e conquistar a independência financeira... sim isso é possível, mas para toda conquista é necessário disciplina resistindo às tentações e definindo prioridades com planejamento.

A mídia vem nos bombardeando com ofertas “imbatíveis” e “só hoje”, como se seu sucesso e sua felicidade dependessem daquela aquisição, que apesar de parecer um ótimo negócio vem recheada de juros e “pacotes” de tarifas, seguros de financiamento, etc; contando ainda com o apoio do governo ao incentivo do consumo exacerbado e irresponsável para ajudar a Dona Dilma a alcançar a meta do PIB, sofremos a todo tipo de assédio seja por e-mail, redes sociais, TV, rádio, SMS e todo os meios de comunicação possíveis para nos estimular a comprar, gastar, criando “necessidades desnecessárias”, colocando na mente de crianças que só se pode ser feliz se possuir aquele tablet, aquele tênis e com isso a geração Y ou F já cresce com saldo devedor antes mesmo de possuir fontes de renda.

Mas como foi dito inicialmente viver feliz sem o consumo e poupando é factível:

Podemos citar algumas dicas simples e funcionais:

A dica desta semana é:

Controle de Gastos – Orçamento

Anotar todos os gastos mensais é fundamental para se ter uma noção do saldo disponível no mês para não ultrapassar o orçamento e conseguir poupar. Existem planilhas fáceis e funcionais para classificação das despesas por categorias como Alimentação, Aluguel, Lazer, Prestação do Carro. Desta maneira você conseguirá visualizar para onde está indo o dinheiro e cortar gastos desnecessários.

No link abaixo, disponibilizei uma planilha fácil de usar, quem tiver interesse só dar um clique e fazer o download.