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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

"BORDADOS RICHELIEU"

por Alexandre França

Com informações de Aline Castro Santos.

Os fazeres manuais estão cada vez mais raros. Vão de simples reparos caseiros diários, à culinária e práticas artesanais ou artísticas. Os mais jovens na sua maioria desconhecem por completo esses universos e os que sabem acabam por optar por fazer coisas “práticas” ou mais rápidas de terem resultados obtidos. Tristes sinais desse século XXI, onde várias formas de conhecimento tem ficado obscurecidas por tanto “progresso tecnológico“. A palavra bordar parece sair do baú da vovó. Aprender a bordar então parece já não ter sentido pra muitas pessoas. Sem nenhum pré conceito afirmo a importância desses momentos, independente de que linguagem e meio forem, para um encontro com nosso interior, momentos de silencio pra que possamos ouvir nosso íntimo. Hoje escolhi falar sobre um tipo de bordado.





O bordado Richelieu é um bordado de características tradicionais que remonta a idade média. Parece desconhecer-se a sua origem. Sabe-se no entanto que foi um bordado “inicialmente” muito utilizado como adorno de cabeça pelo Cardeal Richelieu que fazia parte da corte do Rei Luís XIII de França. A designação de “Bordado de Richelieu“, segundo parece, nasceu daí.



É um trabalho que carece de bastante perícia. A sua confecção (principalmente em tecido de linho) tem requisitos especiais (para a perfeição do seu acabamento). Os espaços a recortar que contornam o desenho no tecido, são depois tecidos em linha, as chamadas brides (elo de ligação entre os desenhos).





Este bordado, além de ser bastante procurado/apreciado, pode ser executado, em toalhas, cortinados, camisas, colchas, quadros .... Como qualquer outro bordado, o trabalho em Richelieu além de obedecer aos seus desenhos padrão/característicos, está há disposição da criatividade do artesãos.





Essa semana resgatei uma toalha de mesa que foi do enxoval da minha mãe. É de Richelieu e virou uma linda cortina.


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