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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

"SEGUROS: GERENCIAR OU CORRER RISCOS?"

por Aline Cintra


A vida é cheia de riscos. Acordamos pela manhã e não sabemos como estaremos ao final do dia. No ditado popular, quem arrisca, petisca. Contudo, em muitos casos, ocorre o inverso: o risco causa perdas, de vidas ou de propriedades, cujo impacto financeiro é negativo. Assim, estritamente falando, risco é um evento ou condição incerta, isto é, que pode ou não ocorrer no futuro, e cuja ocorrência tem um efeito negativo e que pode ser expresso em termos monetários. Esse evento pode ser totalmente incerto, como a queda de um raio, ou certo, mas acontecendo em data incerta, como a morte. O impacto financeiro de um sinistro pode atingir milhões de reais e levar a empresa que não se precaveu à falência, ou o indivíduo a perder parte substancial de um patrimônio que lhe exigiu anos para acumular. É nesse momento que o seguro se torna importante.


O homem sempre teve preocupações com a manutenção de sua existência. Por conta das variações climáticas e dos perigos inerentes à vida, desde a Antiguidade os indivíduos buscaram se organizar em grupos com o intuito de ter mais força para garantir o sustento e a segurança em face do imprevisível.

Com o tempo, a evolução das atividades comerciais mostrou também a necessidade de proteção contra as perdas financeiras, ou seja, a preocupação em controlar o risco nas operações mercantis. Há indícios que na Babilônia, 23 séculos antes de Cristo, as caravanas de cameleiros que cruzavam o deserto mutualizavam entre si os prejuízos com as mortes de animais.



A inevitável realidade do risco levou a humanidade a procurar gerenciá-lo. Existem vários modos de fazê-lo, a saber: 

Evitar o risco 

É o caso do indivíduo que, planejando viajar de carro, ao observar os pneus gastos do seu automóvel, desiste de viajar. 

Reduzir o Risco 

No caso anterior, o indivíduo viaja, mas a uma velocidade baixa de modo a evitar ter de frear bruscamente e arriscar uma derrapagem perigosa. 

Correr o risco 

O indivíduo que decide correr o risco tem, por sua vez, três possibilidades de gerenciá-lo: 

a) Autosseguro: é o método pelo qual o indivíduo separa ou acumula um montante em dinheiro para compensar determinada perda potencial que pode sofrer no futuro. O autosseguro é um método pouco efetivo, pois a maioria das pessoas não ganha o suficiente para acumular, na quantidade e no tempo necessários, os montantes requeridos. Assim, acaba sendo um eufemismo para designar os indivíduos que não estão segurados. 

b) Mutualismo: é divisão das perdas entre os interessados. Historicamente, esse foi o começo do seguro: navegadores se reuniam e estimavam as perdas anuais no patrimônio conjunto (embarcações e suas cargas). Então, repartiam essa perda estimada entre eles, segundo a participação de cada um no patrimônio total. Atualmente, o mutualismo ainda é utilizado pelas seguradoras em alguns países, mas pouco usado pelos consumidores. Estes optam por não incorrer nos elevados custos de administração da modalidade, que exige conhecimento especializado. 

c) Seguro: é a opção moderna e mais usada de gerenciamento do risco. Envolve a transferência do risco de perda de uma entidade (empresa ou indivíduo) para outra entidade (seguradora) que assume os riscos e recebe em troca um prêmio. O conjunto dos prêmios de vários riscos, muitos sem sinistro, permite às seguradoras formar reservas para pagar os sinistros.

Existem também os riscos não seguráveis, onde o segurador não está pronto para segurar simplesmente porque as prováveis perdas futuras não podem ser estimadas e calculadas. Ele mantém a perspectiva de ganho, bem como perda. O risco não pode ser Previsão e medido.

* Você tem uma carteira de ações e teme que os papéis caiam fortemente de valor. 

* Você abriu uma empresa e teme não ser capaz de atingir a taxa de lucro que estimou. 

* Você vai viajar para uma região conturbada e teme ser vítima de um atentado terrorista. 

* Você precisa tirar certa nota num exame da faculdade e teme não ser capaz de fazê-lo. 

* Você vai jogar num cassino e teme perder o dinheiro que reservou para isso.

Vale salientar que para a contração de um seguro é necessário que haja a intermediação de um corretor de seguros devidamente habilitado.


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