EDITOR : ALEXANDRE FRANÇA
COLABORDORES : ANDRÉ REIS E BETH SHIMARU
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quarta-feira, 23 de julho de 2014

"MUNDO LEGO EDUCATION"

por Daniel Almeida

Você sabia que existem no mundo 80 peças de LEGO para cada pessoa existente no planeta?



E que a LEGO é a maior produtora do mundo de rodas de borracha, maior do que a Bridgestone, maior do que a Goodyear, maior do que qualquer outra.



Com a quantidade de peças existentes no mundo há peças suficientes de LEGO para serem empilhadas da Terra até a lua...dez vezes.


Tudo começou na década de 60 quando um carpinteiro perdeu seu negocio e começou a fazer brinquedos com as suas sobras de madeira.
A palavra LEGO vem da frase dinamarquesa "LEGO GODT" que significa brincar bem.
Na década de 80 o brinquedo foi industrializado e no ano 2.000 a empresa LEGO foi nomeada como o brinquedo do século, ganhando até mesmo da boneca Barbie.
Com o sucesso garantido, hoje o LEGO é introduzido até mesmo em escolas dentro da sala de aula, não apenas como blocos de montar mas como ferramenta pedagógica para facilitar o processo de ensino aprendizagem não só dos alunos mas também dos professores.
Em Uberlândia a empresa Edutec Tecnologia franqueada da Lego Education, desenvolve o projeto Robótica Educacional, para crianças de 03 a 15 anos de idade, sendo introduzido também em empresas e universidades.


Escolas parceiras implantaram o projeto onde além de todas as características que toda criança, jovem e adolescente gostam desenvolvem também algo que o mercado de trabalho exige muito nos dias atuais, trabalho em equipe, cooperação, resolução de problemas, robótica e tecnologia. Com a teoria do aprender fazendo o projeto LEGO Education vem sendo destaque na vida dessas crianças e jovens.


Imagine você tendo aula de matemática ou geografia utilizando os blocos de montar e ainda motorizados e realizando comandos através de um cabo USB ou até mesmo pelo Bluetooth de um celular?






Para você ter mais acesso a essa incrível ferramenta, nos faça uma visita no facebook.


Entre você também para o mundo da robótica e divirta-se com o mundo LEGO.

Meu nome é Daniel Almeida, sou gerente pedagógico na empresa Edutec Tecnologia. 




quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Livro/cd infantil "Zoic e o Futuro do Planeta"

por Fernanda Oliveira

Zoic e o Futuro do Planeta é um livro infantil muito criativo, que tem ainda objetivos educacionais. É antes de tudo uma boa história que busca cativar a criança, fazendo-a se identificar com os personagens como sendo “de sua própria família”- real ou imaginária. Estimula a fantasia, o sentimento de aventura, e valoriza atos positivos que geram satisfação, alegria e bem estar em uma narrativa sempre acompanhada pelas ricas ilustrações presentes em todas as páginas. Traz ainda um anexo com tópicos para possível uso didático do material, seja pelos pais ou por professores.


Conta a história de Jonas, um garoto muito descuidado com o meio-ambiente que, ao fuçar nas gavetas de seu avô, sr. Ventura, descobre um tesouro: uma medalha de ouro! Seu Ventura diz então a Jonas o motivo pelo qual ganhou a medalha: ele participara de uma viagem espacial muito especial, num foguete que daria a volta na órbita da Terra, mas que graças a um passageiro muito atrapalhado acabou entrando em um buraco negro! O foguete então caiu em um planeta estranho, todo destruído, onde morava um alienígena muito simpático chamado Zoic. “O que aconteceu no seu planeta? Foi uma bomba?” Perguntou seu Ventura, ao que Zoic respondeu em um português esquisito: “não, o que aconteceu mais triste que uma bomba foi; os próprios habitantes culpados foram.” Zoic então conta sua história e ajuda os terráqueos a voltar para casa, trazendo uma mensagem muito importante.


Criado por Giordano Pagotti e Fernanda de Oliveira, Zoic e o Futuro do Planeta contou com o apoio constante da Dra. Sueli A. De Godoy Pagotti e o Dr. Antônio Wilson Pagotti, ambos doutores em psicologia da educação.


Zoic e o Futuro do Planeta não se prende à literatura: é complementado por um CD que contém a narração da história e uma trilha sonora própria, composta para orquestra e gravada por um grupo de treze instrumentistas. A música acompanha a narrativa, envolvendo as emoções em cada sequência e contribuindo para a criação de um mundo fantástico na imaginação dos leitores. Estimula também a percepção musical da criança, instigando-a a observar as sonoridades e descobrir novos timbres e combinações sonoras. Além disso, o CD possui a música sem a narração, o que amplia as possibilidades de exploração sonora e permite que os pais contem a história eles mesmos para as crianças.

A narração da história: envolvente, ela promove a cumplicidade com os personagens, atendendo também as crianças que ainda não passaram pelo processo de alfabetização e podendo contribuir na formação de indivíduos com deficiência visual.


Na história de Zoic e o Futuro do Planeta há vários aspectos que tocam a sociedade atual, sendo o cerne principal a sustentabilidade – o respeito e a valorização do meio ambiente, a preservação do planeta e o incentivo a que cada um faça o melhor para cuidar da natureza. Trata ainda da qualidade do relacionamento humano, ressaltando a honra, que não pode ser vendida; o mérito, que deve ser valorizado; a solidariedade, que promove o bem estar do próximo; o companheirismo, que faz com que as atividades compartilhadas promovam a realização social; e, enfim, a valorização da gratidão, pelo sensibilizar-se através da relação de ajuda.

Nesse sentido o livro/CD Zoic e o Futuro do Planeta é uma boa alternativa para pais e professores, tanto no lazer familiar como na estratégia educacional.

Autores: Fernanda de Oliveira e Giordano Pagotti
Trilha Sonora: Giordano Pagotti
Ilustrações: Grupo Mochila
Narração: Matheus Chaves, Fernanda de Oliveira, Antônio W. Pagotti, Sueli A. de Godoy Pagotti, Giordano Pagotti.



Assistam `a amostra de 2 minutos do material, com as imagens, a narração e a trilha sonora. A duração completa da história no CD que acompanha o livro é de aproximadamente 18 minutos:

http://vimeo.com/76186609

Website do livro: http://zoic.com.br

Fanpage no facebook: www.facebook.com/zoiclivro


terça-feira, 15 de outubro de 2013

"PROFESSORAR"

por Alexandre França

(à todos os meus queridos e pra sempre mestres...)


Professorar, profissão de fé.

Ora por nós, oremos juntos, comunguemos juntos.


Assim se educa, professando o bem dividido.


Conhecimento multiplicado, experiências ampliadas, horizontes enlarguecidos.


Professor presente, professor de gente, professor agente.

Transformador, perturbador, apaziguador.


É preciso coragem para a luta contra a ignorância dos sentidos.

É preciso ferramentas para a semeadura das consciências.


É preciso uma chuva de afetos para fecundar as ideias.


Professoremos todos os dias dessa existência.


Para que a escola seja a casa da vida.


(Trilha do filme AO MESTRE COM CARINHO, de 1967 com o excelente Sidney Pottie)



terça-feira, 5 de março de 2013

"DIPLOMA"

por Alessandra Cunha 
Hoje peguei um papel que dizem que tenho que colocar na parede!


Deveria estar escrito nele que passei no vestibular em oitavo lugar para estudar por alguns anos (os melhores anos!) coisas que amo fazer!


Deveria estar registrado quantas vezes deixei de comer para ter dinheiro para comprar meu material de estudo!


Deveria descrever o quanto pesava minha mochila cheia de placas de cobre que usava nas aulas de gravura!


Deveria calcular quantas amizades maravilhosas fiz nas mesinhas "do quintal da UFU"...


Deveria mostrar com quantos professores tantas coisas aprendi...


Deveria, mas não caberia tantos bons momentos em um espaço pequeno de papel timbrado...


...Peguei meu diploma hoje...

Gostei de ver o nome dos meus pais escrito lá!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

"O estudante Einstein"

por Rejane Paiva

As vezes é necessário desmistificar algumas ideias que vão sendo repassadas adiante sem qualquer pudor, sem que sua veracidade seja confirmada, até que se incorporam ao senso comum, tornando-se uma espécie de lenda urbana dos nossos tempos. Querem um exemplo? Quem nunca ouviu falar que Albert Einstein tinha notas horríveis na escola, e era um péssimo aluno? Então que tal olharmos para o certificado de conclusão do Matura (corresponde mais ou menos ao nosso segundo grau, preparatório para entrar no ensino superior)?

O jovem Albert Einstein- 1893.

Einstein nasceu em 1879 e após iniciar sua educação na Alemanha, veio para a Suíça com 16 anos e tentou entrar no Instituto Politécnico de Zurique, atual ETH (Eidgenössische Technische Hochschule Zürich), uma escola conceituadíssima de nível internacional que atualmente conta entre os seus membros nada menos que 21 detentores do Prêmio Nobel - Einstein entre eles. Recém chegado da Alemanha, teve a sua primeira tentativa de lá entrar frustrada. Inscreveu-se na Escola de Aargau para se preparar melhor e um ano mais tarde refez novamente os exames, sendo então aprovado aos 17 anos. Mais tarde, seria também professor no Politécnico. As notas aqui apresentadas foram obtidas durante esse ano preparatório em Aargau:

Certificado emitido pela Escola do Cantão de Aargau, Suíça, em 1896.

Portanto suas notas foram:

1.  Língua alemã e literatura- 5

2.  Língua Francesa- 3

3.  Língua inglesa- _____

4.  Língua Italiana- 5

5.  História- 6

6.  Geografia- 4

7.  Álgebra- 6

8. Geometria (geometria plana, trigonometria, geometria analítica e geometria sólida)- 6

9.   Geometria Descritiva- 6

10.  Física- 6

11.  Química- 5

12.  História Natural- 5

13.  em Desenho Artístico- 4 (desempenho anual)

14.  em Desenho Técnico- 4 (desempenho anual)

Assim, à primeira vista, realmente não parece nada bem...  Contudo, as pessoas se esquecem de considerar que o sistema de avaliação na Suíça vai de 1 a 6, sendo 6 a maior nota. Assim sendo, um 6 equivaleria a  muito bom, 5: gut o 5 a bom, 4: genügend 4 suficiente, 3: ungenügend 3 insuficiente,  2: schlecht ruim e 1: sehr schlecht 1 muito ruim. Vale ainda lembrar que uma boa nota neste caso só é atingida com muito esforço em provas dissertativas, nada se comparando ao nosso sistema que permite a múltipla escolha, que favorece  muitas vezes alguns acasos e situações de sorte. Não me parece nada mal que um aluno obtenha nota máxima em Física, Álgebra, História e em todas as Geometrias, e a segunda melhor nota em Literatura e língua alemã, Italiano, Química e História Natural. Quer dizer, 50% ele só obteve em uma disciplina (Francês), mas tinha uma boa proficiência em duas outras línguas.

Então, antes de nos apoiarmos no seu possível mau desempenho como justificativa para não nos esforçarmos nos estudos, mais certo seria nos exemplarmos na sua persistência em atingir seus objetivos. Apesar de recém chegado de outro país com outro sistema de ensino e da idade precoce, não acomodou-se com a primeira reprovação numa escola de excelência, voltando um ano mais tarde para vencer o mesmo obstáculo, alcançando notas excepcionais em Física e Matemática. Pouco mais tarde, seria professor nesta mesma instituição e noutras renomadas Universidades do país e do estrangeiro.


sexta-feira, 27 de julho de 2012

"Arte Educação em Chipre"

por Flaviane Malaquias.


Conferência Regional Européia da INSEA – International Society for Education through Art (Sociedade Internacional de Arte Educação)


Tema: Arte Educação na Encruzilhada de Culturas (Art Education at the Crossroad of Cultures).

A conferência que foi realizada na cidade de Lemesos em Chipre de 25/06/2012 à 27/06/2012 partiu da crença que arte educação deve estar em um constante processo de redefinição em seus objetivos e processos num mundo em rápida mudança que é definida pela mobilidade da globalização, das culturas e das tecnologias da informação e comunicação.

O objetivo do evento está na prática reflexiva em que educadores, especialistas em artes e acadêmicos podem se reunir para discutir e trocar idéias sobre as questões atuais pertinentes para o contexto mundial. A importância da conferência é servir como um fórum de encontro para pessoas que têm estas preocupações no cerne de seu trabalho acadêmico ou em suas práticas.

Estiveram presentes arte-educadores de 33 países diferentes.

Abaixo compartilho alguns momentos desta experiência.

Apresentação de dança da Grécia Antiga: “Deusa Afrodite e suas noivas” da Angelina Escola de Dança.

Arte Educadores participantes do evento respectivamente do Japão, Brasil e Espanha.

Performance “Pintura-Música-Movimento”. Uma performance criada por arte educadores de Chipre em dois processos: criação de pinturas abstratas ao som de músical sintetizado posteriormente em coreografias improvisadas.

Apresentação de Comunicação oral: “Arte Educação e Capoeira (Um patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro). A proposta explorou a produção de alunos do ensino médio da E. E Prof. Inácio Castilho focando a capoeira sob os olhares dos artistas Pierre Verger (França, Paris, 1902-1996) e Carybé (Argentina, Buenos Aires, 1911-1997). O pressuposto maior do trabalho é a implementação da Lei Federal 10.639 através do ensino de arte. Visto que tal lei tenta reparar os problemas de desrespeito, preconceito e racismo, oriundos de um passado escravocrata formando no cidadão novas posturas, atitudes e valores.

Performance de malabarismo com fogo na festa da praia às águas quentes do Mediterrâneo.

Danças circulares folclóricas de Chipre.

Artesanato Tradicional da villa de Omodhos, onde as pessoas demostram tradição e hospitalidade. O tipo padrão das texturas é típico da região.

Visita à região das vinículas tradicionais da vila de Omodhos. A vila foi fundada no séc. 4 e mantém suas tradições até o presente.

Praia na cidade de Pafos onde se encontra a “Petra Tou Romiou” (Pedra da Grega, ou Rocha de Afrodite). De acordo com o mito, essa foi a pedra onde a Deusa do amor Afrodite nasceu.

Ruínas da Basílica Panaya Chrysopolitissa construída no séc. IV d.c. na cidade de Pafos, e renovada no séc VI d.c. Esse templo era decorado com mosaicos com motivos cristãos, e foi um dos primeiros templos onde São Paulo pregou o evangelho. Foi destuída no séc. VII durante ataques islâmicos. No séc. XII construíram na área uma igreja menor.

Flaviane Malaquias - Artista graduada em Artes Visuais e pós-graduada em Educação para as relações Etnico-raciais pela Universidade Federal de Uberlândia. Atua como artista na produção de pinturas, instalações, interferências e performances, relacionadas a pesquisas das manifestações culturais Afro-Brasileiras presentes na cidade de Uberlândia; e como Arte Educadora nos ensinos Fundamental, Médio e EJA pelo Estado de Minas Gerais e pela prefeitura da cidade de Uberlândia.

Apoio: Bolsa do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural do Ministério da Cultura