EDITOR : ALEXANDRE FRANÇA
COLABORDORES : ANDRÉ REIS E BETH SHIMARU
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

"DOIS SANTOS, DUAS CIDADES"

por Alexandre França


Sábado, dia 4 de outubro foi dia de São Francisco de Assis, talvez o mais humano das santidades escolhidas pela igreja. Traz em si, a essência da fraternidade, do cristianismo, exemplo de comprometimento com a natureza e respeito aos semelhantes humanos, que atualmente andam tão pouco semelhantes. Sua preocupação ”ambiental” o coloca em posição real de “ícone“ contemporâneo, sintonizado com as necessidades por que passa o mundo atualmente.


No dia 12 de outubro, próximo domingo, será o dia da padroeira do Brasil: Nossa Senhora Aparecida. Mãe de um Brasil cheio de fé, acolhe a diversidade de uma população ímpar, mestiça, variada, criativa e ainda carente. Por isso sabe das benesses do “colo de mãe”.

Dois Santos, que instituíram duas cidades: Assis na Itália e Aparecida no interior paulista.



Na cidade italiana onde nasceu o santo é que se fundou a Ordem dos Franciscanos em 1208, e de a Santa Clara de Assis.


As origens do município paulista remontam à fé construída ao redor do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida no curso do Rio Paraíba do Sul por pescadores, em 1717. Os milagres atribuídos à representação levaram à construção de uma capela, em 1745, ao redor do qual se estabeleceram vários fiéis e os primeiros residentes.








A Basílica de São Francisco de Assis é um edifício classificado pela UNESCO como Patrimônio Mundial. O mosteiro franciscano e a basílica inferior e superior de São Francisco começaram a ser erigidos logo a seguir à sua canonização em 1228, tendo ficado completos em 1253.



Em Aparecida, o número crescente de fiéis implicou na construção de um templo maior, a Basílica Velha, que foi inaugurada em 1888 foi substituída pela nova Basílica de Nossa Senhora Aparecida na segunda metade do século XX. 




Esta configura-se como o maior centro de peregrinação religiosa da América Latina, recebendo anualmente milhões de visitantes, os quais fazem do município um dos principais núcleos turísticos do Brasil.

Independente do lado para onde pendem suas crenças, vale reafirmar a força que emana desses lugares e seus povos.


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

"VIVA COSME E DAMIÃO"

por André Reis

Segundo a tradição Cosme e Damião eram médicos, que em suas ações de caridade distribuíam doces ás crianças, ato que segue até os dias atuais. Essa data é comemorada no dia 26 de Setembro pela Igreja Católica e no dia 27 pelas religiões Afro-Brasileiras.


Santos Cosme e Damião, os santos gêmeos, morreram por volta de 300 D.C. Crê-se que foram médicos, e sua santidade é atribuída pelo motivo de haverem exercido a medicina sem cobrar por isso, devotados à fé.


Os gêmeos nasceram em Egeia. Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio.


Os gêmeos praticavam a medicina em Egeia e alcançaram, por isso, grande reputação. Não aceitavam nenhum pagamento por seus serviços ,dessa forma, eles trouxeram muitos novos adeptos para a fé católica.


Mais tarde, surgiu uma série de relatos fabulosos sobre os gêmeos ligados em parte às suas relíquias. Os restos mortais dos mártires estavam enterrados na cidade de Ciro, na Síria; o imperador Justiniano I (527-565) suntuosamente restaurou a cidade em sua honra, depois de ter sido curado de uma doença perigosa por intercessão de Cosme e Damião. Justiniano reconstruiu e decorou a igreja dos mártires em Constantinopla, que veio a se tornar um lugar famoso de peregrinação.


Numa antiga lenda africana, dois príncipes gêmeos traziam sorte para o reino, resolvendo todo tipo de problema, pedindo em troca apenas doces, balas e brinquedos. Bastante bagunceiros, um deles se acidentou ao brincar numa cachoeira. O irmão que sobrou ficou tão triste que pediu para se encontrar com o outro no céu. Assim, Orunmilá atendeu o desejo do pequeno príncipe, deixando na terra duas imagens feita de barro, representando os meninos.


Seu dia é comemorado em 27 de setembro, quando tradicionalmente é feita uma farta distribuição de doces para crianças, por pessoas que cultuam religiões afro-brasileiras.


O culto aos gêmeos mártires foi trazido para o Brasil em 1530 por Duarte Coelho e tornaram-se padroeiros de Iguaraçu, em Pernambuco. No nordeste brasileiro passaram a ser invocados para afastar o contágios de epidemias. Os negros bantos identificaram Cosme e Damião como os orixás Ibejis em um sincretismo religioso.


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

"PROSSEGUIR"

por Alexandre França


Procissão de destinos.

Por esses lados, hoje é dia de festa pra santo. Nossa Senhora da Abadia. Dos ritos mais fortes, a caminhada a pé até os pés da santa impera. Entre pensamentos silenciosos andam em conversas com os desejos que precisam de ajudas. Em grupos ou sozinhos prosseguem exercitando suas fés. O sol, os ventos, as fomes, as dores, amadurecem as fragilidades da alma. Como que a trocar com a divindade, o percurso é a dádiva oferecida. E essa procissão desalinhada em tempos incertos vai tomando contornos palpáveis. Pessoas à frente, ao lado, atrás. E uma corrente se forma amarrada pela confiança na Bondade Divina para que prossigamos a viver uma vida melhor.













segunda-feira, 21 de julho de 2014

"SETENTA ANOS JUNTOS"

por Alexandre França


Já imaginou comemorar setenta anos de casados? Nos tempos de hoje essa data parece inimaginável. Coisa de conto de fadas ou história distante. Ontem um casal de tios avós, Tio Gérson e Tia Adir celebraram esta data. Pessoas simples de almas boníssimas. Trabalhadores incansáveis criaram sua família dignamente sem perder a doçura e carinho necessários à uma convivência tão extensa. Linda a chance que a Bondade Divina lhes ofertou de aprenderem um com o outro, de compartilharem de fato palavras como paciência, amizade, respeito, amor..... Carregam tantos aprendizados e trocas que de fato se tornaram um e outro como também um com o outro. Em tempos de tantas coisas descartáveis, incluso pessoas e afetos, esse casal que vivenciou anos de mudanças tão intensas neste mundo, conseguiu atravessar juntos a turbulência cotidiana e chegar salvos à construção de uma memória feliz à dois.



Ontem descobri que o nome que comemora esta data se chama “Bodas de Vinho”. Dizem que um vinho com setenta anos tem mais valor que um diamante. Que possamos descobrir parceiros para brindarmos uma data como essa.