EDITOR : ALEXANDRE FRANÇA
COLABORDORES : ANDRÉ REIS E BETH SHIMARU
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terça-feira, 22 de julho de 2014

"EXPOSIÇÃO DE REJANE PAIVA HOJE"

por Alexandre França


Como é bom rever amigos queridos. Será aberta hoje na Casa da Cultura de Uberlândia às 20 horas uma exposição de Rejane Paiva, artista multimídia, que tem construído sua poesia criativa sobre a vida através da música, das aquarelas, porcelanas, vivências corais... entre tantas coisas. Apesar de não morar mais no Brasil, continua uma uberlandense cidadã do mundo. Conectada com a sensibilidade criativa mundial, mantém vínculos de afeto e troca por entre tantos e tantas raízes que conseguiu plantar por essas bandas. Regente de inúmeras ideias, tem se mostrado também uma ótima semeadora de ações em favor de um homem melhor. A arte de fato transformadora são as sementes que sempre tem espalhado pelas terras mundo afora.


A exposição tem o lindo título de “OLHA O PASSARINHO, Exposição de retratos, objetos, aquarelas, desenhos e pinturas em porcelana sobre coisas com asas, escamas, plumas ou imaginação para voar.”

As fotos neste post são de trabalhos de vários momentos da produção da artista.













A CASA DA CULTURA fica na praça Coronel Carneiro 89 no bairro Fundinho. Abertura dia 22/07 das 20 às 22 horas.

Visitação de 23/07 à 04/09, de segunda à sexta, das 12 às 18 horas.

terça-feira, 3 de junho de 2014

"Aquela rendinha que se coloca em cima dos telhados"

por Rejane Paiva - Suiça

Se existe algo que me dá imenso prazer é chamar as coisas pelo seu nome correto. Um dia, viajando por alguma aldeia remota de Portugal, quis referir-me a um detalhe da arquitetura local e fiquei atarantada: "Como é que se chama mesmo aquela rendinha que se coloca por cima dos telhados?"

Bem, virei motivo de chacota, como podem imaginar. Para quê alguém iria querer saber isso?! Riam-se os meus amigos e diziam: chama-se "aquela-rendinha-que-se-coloca-em-cima-dos-telhados", oras! Óbvio!


A verdade é que ninguém sabia. E vejo dessas rendinhas em muitos países diferentes, em muitos tipos de habitação ou prédios públicos. Há delas em terracota - o mesmo material que fazem as telhas,


ou em ferro forjado.  Dão um charme todo especial à construção e servem não só como ornamento no alto do telhado ou de uma torre, como também podem servir de proteção numa cobertura.

Já sabem do que eu estou falando, não?

Ornamento em ferro.

Fico sempre imaginando quem seria a alma sensível capaz de pensar numa tal riqueza de detalhes...

Ornamento em ferro

Suíça, Alemanha, Portugal, França, Itália, EUA, Espanha,... e até mesmo no Brasil. Quem nunca teve a surpresa de descobrir lá no alto a delicadeza de um rendilhado?


Nas catedrais, palácios, mosteiros... lá estão novamente os tais motivos moldados no barro ou numa gradezinha forjada no ferro...

Ornamento em cerâmica

Pois após 13 anos de muitas perguntas e pesquisa, cheguei finalmente ao nome: (já adivinharam?!)


E para quem acha que eu ando a ver coisas que ninguém vê, vou postar agora uma amostra de que me lembrei bem aí pertinho e provavelmente a primeira vez que me encantei com esses desenhos na cumeeira de um edifício:

Igreja São Domingos - Uberaba - ornamentos do telhado em cerâmica

Sim, a Igreja São Domingos em Uberaba possui esses elementos decorativos no telhado. Vão me dizer que nunca tinham visto?! Ampliem bem a imagem e verão até mesmo que está necessitando restauro...

Pois é, afinal, "aquela rendinha que se coloca em cima dos telhados" tem nome e eu vou partilhar aqui com vocês: chamam-se  as cristas da cumeeira do telhado. Cristas! Como é que eu não pensei nisso antes?! Parece mesmo uma crista! Pronto. Agora eu nunca mais me esqueço o nome (e espero que vocês também não) e já posso dormir sossegada depois de 13 anos de dúvidas. (Não imaginam o meu alívio!). E agora eu me pergunto: como foi que pudemos sobreviver até aqui sem saber o nome das cristas da cumeeira?!



quinta-feira, 31 de outubro de 2013

"Abóbora na decoração?"

por Rejane Paiva - Suiça


Este post trata simplesmente do quanto uma abóbora pode ser um excelente meio de expressão plástica, muito além do Halloween. Duvida? Então veja comigo:



Há na Suíça muitas fazendas interessantes que disponibilizam sua produção para venda direta ao público.




Nelas se pode comprar desde laticínios, legumes e frutas, até lã de carneiro, vinho e flores. Cada uma vende o que produz. Há muitos incentivos para que o público da cidade aprenda a valorizar a vida no campo.



Esta que mostro nas postagens se chama Juckerfarm, fica próximo de Seegräben e possui outras unidades no país. Há nela, uma clara vocação para despertar nas crianças o interesse pela vida em contato com a terra.



Ali as crianças brincam, podem alimentar os animais, deitam em redes amarradas nas árvores, rolam pelo feno construindo esconderijos, sobem em tratores, colhem frutas, assam elas mesmas salsichas num espeto improvisado de madeira, e podem comer um rico cardápio oferecido por uma cozinha que trabalha apenas com a produção local. Tudo cultivado biologicamente.




Por isso mesmo, os temas giram em torno das temporadas: há a época das cerejas, do morango, dos aspargos, ... e claro, agora é a época das abóboras.




A decoração do ambiente no momento está toda voltada para estas delícias, e não resisti em partilhar com vocês as múltiplas possibilidades que eles descobriram para utilizá-las.



Não é uma maravilha?! E este é um material que temos em abundância no Brasil. Com montes de qualidades diferentes e espécies as mais diversas. Nem preciso lembrar que nossa culinária é muito rica no aproveitamento dos vários tipos de abóboras. Muito mais do que na Europa.





Todas estas imagens eu fotografei na Juckerfarm. Guilherme Tell, figuras de Reis, cavaleiros, sapos que viram príncipes, abelhas fabricando o mel... tudo serve de inspiração!











E claro, as caras cortadas e recortadas tão típicas do Halloween.







Também pode-se ver uma exposição dos maiores exemplares produzidos naquele ano. Já houve ano que fizeram um barco cavando o interior de uma gigantesca abóbora e atravessaram o lago que aparece ao fundo da foto. Isso mesmo: um homem remando de dentro de uma enorme abóbora conseguiu realizar essa façanha!




E sabe por que a Juckerfarm é um sucesso total? Porque aqui os adultos se divertem, os mais idosos, os bebês, as crianças... para todos há interesses diversos. E boa comida, sem dúvida. Come-se bem, sabendo-se o que se está consumindo. Pode-se estar o dia inteiro a bater papo com os amigos e fazendo novas amizades. Aprendendo mais sobre o contato com a terra, que há muito tempo estamos perdendo aos poucos.




Ah! Também pode-se aprender mais sobre o que produzem, porque em cada espécie vem indicado a melhor maneira de consumo (se melhor para assar em forno, cozinhar, fazer sopa, doce ou acompanhar carnes...) e a melhor maneira de conservá-la. Veja o caso desta abóbora azul, por exemplo. Hummm... tem um bouquet adocicado de castanhas assadas! Não resisti: tive que levar uma para experimentar fazer aquela nossa receita brasileiríssima de Camarão na Moranga! E você? Inspirou-se para decorar ou para cozinhar?




quarta-feira, 7 de agosto de 2013

"HOTEL PARA INSETOS"

por Rejane Paiva - Suiça


Como eu havia prometido, hoje vou dar-lhes dicas de como fazer seu próprio hotel para insetos.
Há vídeos muito interessantes na internet mostrando a melhor maneira de construí-los. Desde os mais simples



 até outros mais elaborados.  



Alguns podem parecer muito rebuscados, mas depois de assistir aos vídeos acima clicando nos links indicados, fica fácil perceber como são feitos. 


Alguns requerem mais destreza com as ferramentas de marcenaria, mas mesmo nunca tendo feito trabalhos assim antes, você conseguirá executá-los, porque o passo a passo é bem fácil de entender. 

Ah! Se você é um educador infantil, que tal pensar num trabalho de conscientização da criançada, ajudando-lhes a refletir sobre a importância do equilíbrio ecológico e ao mesmo tempo treinar suas habilidades de coordenação enquanto dão asas à criatividade construindo seus próprios hotéizinhos para insetos? Não é uma boa ideia?!