EDITOR : ALEXANDRE FRANÇA
COLABORDORES : ANDRÉ REIS E BETH SHIMARU
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terça-feira, 19 de agosto de 2014

"MUSEU NACIONAL DO ÍNDIO AMERICANO"

por Sueli Chibli - New York

O Museu Nacional do Índio Americano é o primeiro museu nacional dedicado a preservação, estudo e exposição da vida, língua, literatura, história e artes dos nativos americanos.

Fundado em 1989 com o intuito de estimular a expressão artística contemporânea dos povos indígenas. As coleções abrangem todas as principais áreas de Cultura das Américas incluindo América do Sul, Caribe e Canadá.

O prédio onde está o museu foi a casa Aduaneira do Porto de Nova York (Alexandre Hamilton US Custom House).

Em 1899 o governo convidou vinte arquitetos para apresentar projetos para a nova casa. O projeto escolhido foi de Cass Gilbert. A obra iniciou em 1900 e concluiu em 1907. 


Uma grande estrutura de sete andares e 450 mil metros quadrados ocupa três quarteirões bem ao sul de Manhattan. O exterior apresenta 44 colunas cada uma decorada com a cabeça de Mércurio, o deus romano do comércio.


Em grandes pedestais na entrada do edifício figuras femininas representam a América, Ásia, Europa e África, esculpidas por Daniel Chester French.




Conchas, criaturas marinhas e os sinais do mar estão por toda parte no interior do prédio.



Arcos e colunas monumentais destacam a simetria do grande salão onde num imenso balcão elíptico funcionava a alfândega.





Suspensa no teto uma clarabóia de 140 toneladas e vários murais pintados ao redor da cúpula, representando os primeiros exploradores da América no porto de Nova York. Esses murais foram pintados por Reginald Marsh em 1937. As várias galerias de exposições do museu ladeiam o imenso salão principal.





Um grande acervo de objetos e arte indígena, além de exposições temporárias, cinema e vídeo.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

"AS BANDEIRAS QUE O BRASIL JÁ TEVE"

por Alexandre França

Com informações de "Mundo Estranho"


Até 1645, o Brasil utilizou os mesmos estandartes de Portugal. Depois, passou a ter seus próprios. E foram muitos: em 502 anos, o país já ostentou dez bandeiras. "Essas trocas sempre refletem mudanças políticas que ocorrem em uma nação", afirma a historiadora Célia Reis Camargo, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). A frase é facilmente comprovada acompanhando a introdução de cada bandeira. A primeira foi a do império português. Em 1821, houve a queda do Absolutismo e a transformação em monarquia constitucional. Um ano depois, o Brasil se tornava independente, ganhando o pavilhão imperial, que permaneceu hasteado até a proclamação da República, em 1889. No dia 19 de novembro, surgiu a bandeira nacional usada até hoje. As estrelas, posicionadas conforme eram vistas no céu do Rio de Janeiro em 15 de novembro, representavam os 20 Estados e o município neutro (transformado depois em Distrito Federal). À medida que novos Estados eram criados, mais estrelas eram adicionadas - hoje são 27.

1500
A bandeira portuguesa da época do descobrimento trazia a Cruz da Ordem Militar de Cristo com o escudo real.

1521
O estandarte de D. João III eliminou a cruz, apresentando como novidade uma coroa real sobre o antigo escudo.

1616
O emblema adotado durante a ocupação espanhola foi criado para Portugal e suas colônias durante a União Ibérica.

1640
A Bandeira da Restauração foi introduzida quando Portugal recuperou sua independência.

1645
A bandeira do Principado do Brasil ostentava uma esfera armilar, instrumento usado na navegação.

1816
A Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve nos deu status de reino depois da vinda da família real lusa para cá, em 1808.

1821
A Bandeira do Regime Constitucional foi adotada quando Dom João VI retornou a Portugal como rei constitucional.

1822
A Bandeira Imperial, adotada com nossa independência, introduziu as cores verde e amarela e uma estrela para cada província.

1889
A Bandeira da República Provisória, uma cópia do estandarte americano, tremulou por apenas quatro dias - de 15 a 19 de novembro.

1889
A bandeira republicana, usada até hoje, tem os Estados brasileiros e o Distrito Federal representados por estrelas.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

"UBERLÂNDIA EM 1955"

por Alexandre França

Há mais de vinte anos, assisti um vídeo sobre a história de Uberlândia. Na época a informação que tive, dizia que o material havia sido produzido pelo prefeito daquele tempo com o intuito de divulgar a cidade país afora. Aqui foi veiculado nos cinemas locais antes das sessões cinematográficas. Soube, naquele momento que o material pertencia então à uma produtora de vídeo local. Ontem ele estava disponibilizado em uma rede social. Resolvi compartilhar aqui no Blog, para quem nunca imaginou como era nossa cidade há mais de 50 anos poder perceber detalhes, entender o que vivemos hoje e compreender aspectos tão singulares de nossa querida Uberlândia.




segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"Museu do Ipiranga"





A ideia de erguer um monumento em homenagem à independência do Brasil no local da proclamação, às margens do rio Ipiranga, surgiu meses depois ao acontecimento. No entanto, por falta de verbas e de entendimentos quanto ao tipo a ser criado, somente após 68 anos da proclamação que a ideia se concretizou com a inauguração do edifício-monumento, em 1890. Para tal, em 1884 foi contratado como arquiteto o engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi.


O estilo arquitetônico adotado, eclético, há muito estava em curso na Europa e viria marcar, a partir do final do século XIX, a transformação arquitetônica de São Paulo. Bezzi utilizou, de forma simplificada, o modelo de palácio renascentista.


Atualmente o museu é um dos ícones da cidade de São Paulo e sua importância é marcada tanto pela imponência do prédio e de suas instalações quanto pela grande parte da história do Brasil que abrange. Conta com um acervo de mais de 125 mil peças, entre mobiliários, trajes e utensílios que pertenceram a figuras da história brasileira como bandeirantes, imperadores e barões paulistas do café.


Há ainda coleções de armas brancas, peças da Revolução Constitucionalista de 1932 e uma sala reservada a Santos Dumont, pioneiro da aviação, com maquetes de seus aparelhos e objetos de uso pessoal. Além disso, as instalações do museu abrigam uma biblioteca com cem mil volumes, um Centro de Documentação Histórica com 40 mil manuscritos e laboratórios de conservação e restauração de peças e documentos. Ao redor do prédio, um grande e belíssimo jardim é utilizado como recanto para os românticos, usado para os exercícios de quem gosta de ginástica ou para recreação das crianças.






terça-feira, 20 de agosto de 2013

"BISCOITOS DA SORTE"

por Hakuna Matata


A história do biscoito da sorte inicia-se com a participação de Genghis Khan, grande guerreiro mongol que, no final do século XII, estendendo as fronteiras de seu Império por toda Ásia, chegou a dominar grande parte da China. Essa dominação perdurou por mais de um século, até quando, sentindo o enfraquecimento de seu dominador, o povo chinês iniciou sua luta pela liberdade.


Durante anos batalhas foram travadas. Sentindo próxima a vitória, elaboraram os chineses a estratégia do ataque fatal que finalmente os levaria à reconquista de seu território. Esta foi magnificamente planejada mas ainda restava uma questão: como transmití-la aos inúmeros exércitos espalhados por outros inúmeros fronts sem que esta caísse em domínio dos terríveis mongóis?


A solução foi ao mesmo tempo simples e genial. Havia na época um tipo de bolo em forma de meia-lua cujo sabor era detestado pelos mongóis. Valendo-se disso, os chineses colocaram os planos dentro desses bolos que foram enviados a todos os generais.


Através dessa ação o povo chinês reconquistou sua autonomia, dando início à dinastia Ming (aquela mesma, famosa por sua porcelana) e, para comemorar tal feito anualmente os chineses passaram a trocar mensagens de felicitação da mesma forma em que as mensagens secretas foram enviadas, dentro de "bolos da sorte" que hoje transformaram-se em deliciosos "biscoitos da sorte!"




quarta-feira, 20 de março de 2013

"A Suíça no imaginário do brasileiro"

por Rejane Paiva - Suiça



No Brasil, a imagem da Suíça está tão fortemente associada aos relógios, às caixinhas de música, aos canivetes, aos bancos e aos irresistíveis chocolates, que nem nos damos conta de tantas outras criações suíças até mais comuns no dia a dia do brasileiro do que as clássicas já citadas. Isso deve-se ao fato de pouca gente conhecer as origens de alguns objetos simples, que parecem já estar aí desde sempre. Querem ver?

· O papel alumínio para embalar alimentos foi produzido pela primeira vez pela Alusuisse em 1924.




· Descascador de legumes e frutas - Um pequeno utensílio de cozinha que agiliza o trabalho com os alimentos e ainda evita desperdícios. Criado por Alfred Neweczerzal depois da Segunda Guerra Mundial. Sua empresa, a Zena AG, ainda hoje fabrica o descascador.


· A fonte tipográfica Helvetica foi criada por Max Midinger em 1956 e está muito presente na tipografia moderna.


· Max Bircher-Benner criou o famoso müsli (granola) por volta dos anos 1900 como uma alternativa saudável para o café da manhã.


O físico suíço Max Bircher-Benner em sua casa de campo em Braunwald nos anos 1920 e ao lado a sua criação.
(Arquivos Bircher-Benner, Universidade de Zurique).

· A versão moderna do mouse de computador e muitos outros acessórios informáticos foram criados pela Logitech, empresa suíça fundada por Jean-Daniel Nicoud e Daniel Borel em 1981 para desenvolver programas gráficos para computador.


· Georges de Mestral inventou a fita Velcro em 1948. A palavra é a junção de “veludo” e “gancho” em francês (velvet + crochet). Este tipo de fita autocolante foi criada a partir da observação da natureza e imita a forma que o picão adere às nossas roupas e ao pelo dos animais.


· Em 1923 Othmar Wionterhalter criou uma maneira industrial para a produção do zíper. Apesar de não ser o inventor desse tipo de fecho, foi ele quem encontrou a forma de viabilizar a sua produção. Suíço de St-Gallen, fez fortuna com a marca Riri, famosa pela sua alta qualidade.



A despeito de tantas outras invenções que marcaram nossas vidas como a máquina registradora, o motor a diesel e algumas até já em desuso como a máquina de escrever portátil, a Suíça está intimamente inserida no cotidiano dos brasileiros muito mais do que pensamos. Vocês já tinham se dado conta disso?

(As informações para esta postagem foram retiradas do portal Swissinfo e Wikipedia).