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sexta-feira, 22 de junho de 2012

"Não contém glúten"

por Marina Semeghini


Comer um pãozinho com manteiga na chapa, torrada com geléia, um belo bolo de brigadeiro, uma macarronada especialíssima da nona, bombons para aliviar a vida, simples refeições como um filé a parmegiana, um peixe frito com limão na beira da praia, um sanduíche natural ou bem recheado. São dificuldades enfrentadas por uma pessoa que vive a expressão “contém glúten” no seu dia a dia.

Situações como ir a restaurantes e questionar a composição dos pratos e na maioria das vezes não poder provar a sobremesa, saborear um sanduíche em uma rede de fast food, porém sem o pão, viajar para um maravilhoso hotel com café da manhã típico colonial e ficar só no pãozinho de queijo, fazem parte da rotina de quem é alérgico ou intolerante a glúten
Presente em diversos alimentos, o glúten é a principal proteína do trigo, centeio, cevada, aveia e malte. É o responsável pela “liga” em alimentos como bolos, pães e massas. Sua ingestão, nos quadros alergênicos, afeta diretamente o intestino delgado, prejudicando a absorção de nutrientes.

Sintomas que podem ser facilmente confundidos com outros distúrbios podem estar relacionados à intolerância permanente ao glúten também conhecida como Doença Celíaca.
Algumas manifestações clínicas da Intolerância ao glúten são: dermatites, anemia, diarréia crônica, distensão abdominal e dores recorrentes, desordens auto-imunes (diabetes, doença da tireóide etc.), doenças neurológicas, infertilidade, constipação crônica, déficit de crescimento, mancha nos dentes, osteoporose, esteatose hepática não alcoólica e alterações no peso corporal.

Estima-se que mais de um milhão de brasileiros possuam a doença, porém ainda pouco conhecida, afeta crianças, jovens e adultos geneticamente predispostos.
O tratamento para este tipo de restrição alimentar é a completa e absoluta exclusão do glúten na dieta. Fazendo, inclusive, o manuseio e acondicionamento de utensílios e produtos de forma separada, evitando, assim, a contaminação dos alimentos.

Exames sorológicos e endoscopia diagnosticam a intolerância no organismo, e só a mudança nos hábitos alimentares irá garantir uma qualidade de vida saudável.

Além do quadro alergênico e de intolerância, o glúten pode afetar o sistema imune e causar distúrbios diretamente em pessoas sem a doença, diagnosticada como síndrome de sensibilidade. Segundo alguns nutricionistas, os benefícios com a ausência da ingestão do glúten são inúmeros, incluindo melhor digestão, ausência de enxaquecas, disposição e controle do peso corporal.

Apesar das dificuldades apresentadas no começo deste texto, algumas empresas têm visto neste grupo de pessoas intolerantes a glúten uma ótima oportunidade de novos negócios o que faz surgir cada vez mais opções de massas, pães e produtos sem glúten, garantindo um bom equilíbrio nutricional.

Intolerante a glúten há nove anos descobri nesta tragédia gastronômica um caminho com opções saborosas, saudáveis e acessíveis. 

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