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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

"SÃO SEBASTIÃO"

por Alexandre França

Hoje, 20 de janeiro é comemorado o aniversário da cidade do Rio de Janeiro, assim como o dia de seu padroeiro: São Sebastião. Ícone da fé cristã, por sua resistência em favor de sua crença, carrega consigo grande número de fiéis e admiradores. Nos cruzamentos religiosos brasileiros é Oxóssi na umbanda, energia protetora das florestas e animais. Talvez por ser um dos únicos santos que aparece despido em sua imagem iconográfica, sua corporeidade física cria elos de proximidade com seus devotos. Parece ser de “carne e osso”, diferente de outros sempre envoltos em auras de santidade. As variadas maneiras de representá-lo ao longo dos séculos enfatizam tanto seus atributos físicos, como suas mazelas enfatizadas pelas flechas.






São Sebastião foi o assunto de várias expressões artísticas. Tema de inúmeros pintores da Renascença, na literatura, teve sua trajetória contada no livro "Perseguidores e Mártires", do escritor italiano Tito Casini. Ainda na literatura, foi um dos personagens centrais do romance "Fabíola" (também intitulado "A Igreja das Catacumbas"), escrito em 1854 pelo Cardeal Nicholas Wiseman.






Em 1911, o músico Debussy produziu um misto de cantata, drama lírico e de balé, "Le Martyrre de Saint Sébastien". A obra de Wiseman foi filmado por Alessandro Blasetti em 1949 na França, Foi refilmado por Nunzio Malasomma em 1961, na Itália, como "La Rivolta degli Schiavi ("A Revolta dos Escravos ).






Na produção contemporânea podemos citar as fotos dos artistas Pierre e Giles, que abordam a imagem de São Sebastião a partir de um universo surreal e intensa sex/sensualidade ligados à uma estética homo erótica.








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