EDITOR CHEFE : Alexandre França
EDIÇÃO E FOTOS EXCLUSIVAS : André Reis
ILUSTRAÇÕES : Elizabeth Shimaru, Hélio de Lima
COLABORAÇÃO : Vânia Beatriz A. Vilela

quarta-feira, 17 de julho de 2013

"Maratona – O segredo dos quenianos"

por Alexandre Corrêa


Correr uma maratona (42,195 km) nos leva a conhecer nossos limites físicos e emocionais. Completar a prova é um feito reservado para uma pequena parcela de corajosos que não sairão imunes dessa experiência. Levarão para o resto de suas vidas os efeitos benéficos desse momento especial.

Nas principais maratonas disputadas no mundo, junto dos atletas amadores, largam um grupo especial de corredores que encaram a prova para além dos seus limites. Esses seres, reconhecidos como a elite do esporte, correrão os 42,195 km em um tempo próximo a duas horas. É algo realmente para alguns poucos mortais e sem medo de errar, boa parte desses felizardos nasceram no Quênia.

O recorde mundial da maratona é de um atleta queniano. Patrick Makau Musyoki detém o tempo de 2h03min38 conquistado em 2011 na Maratona de Berlim. Atrás dele, ao menos uma dúzia de compatriotas conseguem correr a prova em até 2h05min.

O segredo dos quenianos? Determinação.

Evidentemente fatores como herança genética, altitude do país onde nasceram e os hábitos alimentares saudáveis (pouca carne, pouca gordura e sal) também influenciam nos ótimos resultados. Mesmo assim, sem a dedicação com que os atletas quenianos se entregam nos treinos certamente não seriam imbatíveis nas provas de resistência.

Pedro Cerize, maratonista amador brasileiro, passou um tempo treinando no principal centro de preparação de atletas do Quênia e conheceu de perto a rotina dos maratonistas daquele país (matéria publicada na revista Contra Relógio, edição 230, novembro de 2012). Segundo Cerize, eles completam uma rotina de três treinos diários em seis dias da semana. Às seis da manhã, em jejum, correm aproximadamente uma hora em ritmo agradável. Após o café executam sessões intensas de treinos intervalados, de velocidade (tiros), de força (tração), exercícios funcionais e inevitáveis “longões” (aos sábados). No final das tardes ainda executam uma corrida regenerativa de mais uma hora (intensidade leve) com sessões de alongamento, musculação e fisioterapia.

Melhor que palavras, as imagens do curta/documentário abaixo ilustram bem a determinação dos quenianos nos treinos para corridas de rua.



Nenhum comentário:

Postar um comentário