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quinta-feira, 20 de junho de 2013

"AZULEJOS"

por Alexandre França


Quem não se lembra de pelo menos uma vez na vida ter estado ou morado em um lugar com paredes revestidas de azulejos?


Azulejos são peças de cerâmica de pouca espessura, geralmente quadradas em que uma das faces é vitrificada, resultado de uma aplicação de esmalte, o que os tornam impermeáveis e brilhantes. Suas superfícies podem ser lisas, coloridas ou texturizadas. É muito usado em grande escala como elemento associado à arquitetura em revestimento de superfícies interiores ou exteriores ou como elemento decorativo isolado.


Com diferentes características entre si, este material tornou-se um elemento de construção divulgado em diferentes países, assumindo-se em Portugal como um importante suporte para a expressão artística nacional ao longo de mais de cinco séculos, onde o azulejo se transcende para algo mais do que um simples elemento decorativo de pouco valor.


Este material convencional é usado pelo seu baixo custo, pelas suas fortes possibilidades de qualificar esteticamente um edifício de modo prático. Mas nele se reflete, além da luz, o repertório do imaginário português, a sua preferência pela descrição realista, a sua atração pelo intercâmbio cultural.


De forte sentido cenográfico descritivo e monumental, o azulejo é considerado hoje como uma das produções mais originais da cultura portuguesa, onde se dá a conhecer, como num extenso livro ilustrado de grande riqueza cromática, não só a história, mas também a mentalidade e o gosto de cada época.


Atualmente, a procura por azulejos tem se dado menos por seu valor decorativo e mais por suas características impermeabilizantes, sendo muito utilizado em cozinhas, banheiros e demais áreas hidráulicas.



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