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quarta-feira, 30 de abril de 2014

"As Cores de Alfredo Volpi"

por Alexandre França


Há 26 anos o Brasil perdia um homem apaixonado pelas cores. Pintor ítalo brasileiro fundamental na segunda geração do modernismo no país. Era Alfredo Volpi, grande colorista, homem simples que foi de pintor decorativo de residências à mestre da abstração geométrica brasileira e prêmio de melhor pintor na Bienal Internacional de São Paulo em 1953. Sua produção percorreu um honesto caminho criativo, onde mesmo chegando à abstração, não abriu mão de suas referencias populares primeiras, tendo as séries de bandeirinhas e casarios grande reconhecimento.


Só pintava com a luz do sol e se envolvia totalmente com a criação de sua obra, o que incluía esticar o linho para as telas. Depois de dominar a técnica da têmpera com clara de ovo, o artista nunca mais usou tintas industriais - "elas criam mofo e perdem vida com o passar do tempo", dizia.


Num processo típico de um pintor da época do Renascimento, fazia suas próprias tintas, diluídas em uma emulsão de verniz e clara de ovo, em que ele adicionava pigmentos naturais purificados (terra, ferro, óxidos, argila colorida por óxido de ferro) e ressecados ao sol. Alfredo Volpi morreu em 28 de maio de 1988, aos 92 anos.

Tire um tempinho e se deixe envolver por suas cores.














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