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quarta-feira, 17 de abril de 2013

"Viagem a Paris"

por Cintia Guimarães


Paris é uma cidade que já estava no meu imaginário desde quando comecei a estudar Artes visuais. Nesse período eu comecei a entrar em contato com as pinturas, esculturas, desenhos, livros, filmes e obras de arte...enfim, era meu sonho conhecer Paris. Tive a oportunidade de ir o ano passado. E desde o momento que fiquei sabendo que iria para Paris dois filmes não saíram da minha cabeça: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, dirigido por Jean-Pierre Jeune e o outro filme que gostei muito, Meia-Noite em Paris, do Woody Allen. Ambos os filmes mostram as ruas, os cafés, as pessoas, os personagens dos impressionistas, dos surrealistas, de Hemingway e de tantos importante escritores.


O meu impacto ao chegar a cidade foi de ter sido transportada no tempo como o protagonista do filme Meia noite em Paris. Mergulhei nas histórias dos personagens de Proust, me tornei, durante aqueles dias, a figura do flanêur de Baudelaire nas ruas de Paris, que deleita-se em observar refletidamente os moradores das cidade em suas atividades diárias. “Baudelaire achava a cidade sedutora, principalmente em seus “mauvais lieux”, por onde se deixava levar em suas andanças erráticas. As ruas labirínticas da cidade constituem, para o “perfeito divagador”, “observador apaixonado”, o fascínio da multiplicidade e do efêmero, o gosto pelo movimento ondulanteda multidão. Segundo o poeta francês, o flanêur é inebriado pelo prazer de se achar em uma multidão, o que, para Benjamin, seria “uma expressão misteriosa do gozo pela multiplicação do número” (1994: 54).


Antes mesmo de sair do aeroporto vi a imagem de Salvador Dali estampada em painéis gigantes, era a divulgação de uma retrospectiva dele no Centro Georges Pompidou. Mais de trinta anos que não acontecia uma retrospectiva desse fabuloso artista surrealista em Paris. O Centre Georges Pompidou é um complexo fundado em 1977 em Paris, França, que abriga museu, biblioteca, teatros, entre outros equipamentos culturais. Na exposição do acervo do Centre Georges Pompidou, me senti dentro de um livro de História da Arte.


Durante nossas “andanças erráticas” cruzamos a cidade basicamente de metro, usamos taxi uma vez só. Fomos no Palace Versailles, Jardim de Luxemburgo, Basilique du Sacré-Coeur (que é a Basílica do Sagrado Coração) é um templo da Igreja Católica Romana em Paris, sendo, também, o símbolo do bairro.


Na maravilhosa e inquietante Nôtre_Dame. No canal San Martin. Passeios na beira do rio Sena. Subimos na Torre Eiffel a noite.


Passamos horas e horas no Museu do Louvre. Fizemos o circuito de Amélie Poulain no bairro parisiense de Montmartre. Nos cafés e bistrôs pelas ruazinhas escondidas entre as galerias e os bulevares. Andamos em meio a multidão na Galeria Lafayette. Fomos no moderno bairro da periferia oeste de Paris para conhecer o Grande Arco de la Défense, aqui é uma outra Paris...



Um comentário:

  1. Que descrições delicadas. Paris renasceu pelo olhar de Cintia. Adorei!

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