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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

"ROMA"

por Alexsandro Guerra - Roma



“Roma Cidade Aberta” é o título do filme de 1945 dirigido por Roberto Rossellini. Considerado um manifesto do  neorrealismo, onde as cenas são giradas geralmente com atores não profissionais e quase exclusivamente em ambientes externos.


Roma, ruas, ruínas, travertino, história, pizza, praça, Circo Máximo.

Roma, casa, amor, dor.

Hoje olho da janela da minha casa, onde o sol esta se pondo.

No ano de 65 depois de cristo o imperador Nerone  muito provavelmente  deste mesmo ângulo olhou para sua imensa “DOMUS  AUREA” sem saber qual seria seu futuro.

O azul do céu se mistura com alaranjado do sol.

Em Roma quem tem um terraço é rei.

Os gladiadores  com as pernas depiladas desfilam na frente do coliseu, tentando seduzir um turista que tem saudade de um tempo que passou.

Os ônibus chegam sempre atrasados, um cachorro pode fazer um trem esperar por seu patrão, meia hora.

O rio Tevere corta a cidade como uma veia  aberta, levando a  história  rumo ao mar de Ostia Antiga.  Derrama suas águas sobre as casas, enche de terra as ruas.

Roma é uma cidade feita de várias camadas, camadas visíveis e invisíveis.

Em Roma não se pode plantar bananeira, tudo em Roma é um sítio arqueológico.


“Quanto é bonita Roma, é quase uma vergonha”, no verão tudo é festa o sol é quente e as fontes refrescam os rostos vermelhos dos turistas do norte europeu.

Você pode passar por aqui sem a ver, você pode descobrir Roma.... ruas estreitas ângulos perdidos, pequenas ilhas silenciosas dentro do caos da cidade.

Porque Roma, rima com barulho. Muitos carros na rua, muita gente, muita história, as vezes é tudo muito nesta cidade. Sim é uma cidade muito, mas só  tem duas linhas de metrô, ou quase três.

Um doce de amêndoa e frutas cristalizadas no gueto hebreu.

Um sorvete da Giolite.

Uma pizza a San Lorenzo na Pizzaria Fórmula 1, onde os estudantes se encontram.

Roma do Mercado de Praça Vitorio, onde você pode comprar comida do mundo inteiro, mandioca, mamão para matar saudade. Polvilho, marmelada cascão e suco de maracujá Maguari.

Roma dos gatos de Largo argentina e das gateiras.

Das  sete colinas.

Roma anagrama de amor.

Uma igreja para cada dia do ano.

Roma de Romanos orgulhosos.

Roma de Praça Navona,  onde o vento da fonte dos quatro grandes rios do mundo balança uma bandeira verde e amarela na embaixada do Brasil. E as bruxas voam dando doces para os bons meninos, e um pedaço de carvão para os maus.

Roma de  “Campo de flores” onde a estátua de Giordano  Bruno flutua em um mercado onde tudo vale como oro.

O Castelo de Santo Ângelo, com uma das pontes mais bonitas de Roma, anjos  caídos do céu, que repousam nos pilares, observando  os peregrinos que vão a   San Pedro.
Roma.


Quem tem boca vai a Roma.



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